O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, avançou, ontem, em Luanda, que o mercado de lubrificantes, em Angola, no último ano, comercializou mais de 90 mil toneladas métricas, correspondente a um volume de negócio de aproximadamente 300 milhões de dólares norte-americanos
Apesar do resultado alcançado, o ministro Diamantino Azevedo deu a conhecer que a produção nacional de lubrificantes ainda é bastante pequena, tendo uma única unidade fabril com a capacidade instalada de apenas 17,6 mil Toneladas Métricas (TM).
Ao discursar num encontro denominado “Café com a Banca no segmento Downstream no sector dos Lubrificantes”, promovido pelo Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), o dirigente informou haver, igualmente, uma única unidade de refino de óleo lubrificante usado com uma capacidade instalada de 283 Toneladas Métricas (TM).
Ambas, continuou o ministro, cobrem menos de 20% do volume de produtos dos derivados do petróleo comercializados no país, no ano passado. O sector dos lubrificantes também conta apenas com uma unidade de enchimento do produto, disse o ministro dos petróleos. “Considerando os desafios do desenvolvimento do país e os níveis de crescimento alcançados, não temos dúvidas sobre a grande oportunidade que o mercado oferece às empresas angolanas”, disse, incentivando ao investimento.
Para o titular dos petróleos, a prática do regime de preços livres no mercado, aliada a liberação de toda a cadeia de negócios, desde a produção, importação, armazenamento de produtos, representa um grande incentivo no mercado. Enfatiza que o segmento dos derivados de petróleo, em Angola, desempenha um papel crucial para o desenvolvimento do sector energético, em particular, para a economia nacional.
A banca no segmento dos lubrificantes
Ainda de acordo com o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, os bancos constituem parceiros importantes para revitalizar o mercado dos lubrificantes. “Não podemos deixar de realçar a importância da banca no segmento dos derivados dos petróleos como a garante dos serviços financeiros necessários para o crescimento e fortalecimento, permitindo a implementação de novas infra-estruturas e melhoria no sector “, destacou.
Enfatizou que os desafios do sector dos lubrificantes são transversais, incluem a reduzida capacidade de produção, elevada dependência da importação, fraco interesse em relação às oportunidades de investimento e infraestrutura, exiguidade de produtos e serviços financeiros especializados, grande pressão e escassez de divisas, entre outros.
Ao IRDP orientou ao cumprimento da estreita relações entre os operadores com os bancos, no sentido de promover o funcionamento e a facilidade de acesso aos meios de pagamento internos e externos, capitalizar as empresas para expansão dos negócio dos lubrificantes.
Desafia o órgão regulador a continuar a incentivar a promoção da competitividade no mercado de modo a maximizar os resultados do sector. Aos operadores, recomendou ousadia na elaboração e apresentação de projectos ambiciosos, de modo a garantir sustentabilidade do segmento dos lubrificantes e da economia. Para banca, Diamantino Azevedo deixou o apelo no sentido deste segmento passar a avaliar os projectos dos promotores dos lubrificantes com o necessário senso de oportunidade.
Com vista ao estabelecimento de um ambiente de negócios mais inclusivo, competitivo que concorram para mitigação dos desafios existentes nos derivados dos petróleos, o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) reuniu , ontem, em Luanda, vários líderes representantes do sector dos petróleos, banca, para uma interacção mais estreita com o objectivo de se alcançar resultados com vantagens múltiplas.
Por: Adelino Kamongua








