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LAR “empurra” comboio “Camacove” e CFB projecta arrecadação de mais receitas

Jornal OPaís por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2025
Em Economia, Última Hora

O Caminho-de-Ferro de Benguela retomou, recentemente, no troço Lobito/Huambo, o comboio “Camacove”, destinado a passageiros e à carga de pequeno porte. O presidente do Conselho de Administração do CFB, António Cabral, admite a recuperação de algumas carruagens anteriormente degradadas, graças aos prémios recebidos da Lobito Atlantic Railway, no âmbito da concessão, sem, no entanto, revelar números

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Seis anos depois, o comboio “Camacove”, destinado a passageiros e à carga de pequeno porte, volta a apitar na rota Lobito/Huambo, para satisfação de muitos cidadãos. Este facto permitirá, de resto, à empresa ferroviária arrecadar mais receitas, tal como admitiu, em declarações à imprensa, o presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Benguela, António Cabral.

O comboio reinaugural, seis anos depois da paralisação devida à pandemia da Covid-19, associada igualmente a questões de natureza técnica, levou, para além de passageiros e comerciantes, uma caravana governamental, na qual integraram oito administradores cujas regiões estão ligadas ao Corredor do Lobito, com destaque para o Cubal, Ganda, Babahera, Caimbambo e Catengue.

A primeira viagem do comboio “Camacove” partiu às primeiras horas do dia 31 de Outubro, sexta-feira, tendo chegado à estação principal do Huambo no início da noite do mesmo dia. O cidadão José Castilho disse que há muito os passageiros aguardavam pela retoma do comboio, porquanto o expresso — que faz o mesmo trajecto, sob gestão da Lobito Atlantic Railway, entidade gestora do Corredor do Lobito, e que sai às quartas-feiras, às 6 horas da manhã, segundo apurou este jornal — é mais oneroso.

Os quatro mil kwanzas do bilhete, praticados para a viagem à boleia do “Camacove”, facilitarão, em grande medida, a vida de muitos cidadãos. Castilho, que antes da paralisação viajava regularmente ao Huambo para visitar a família, lembra que esse serviço remonta à década de 1970: “Na altura, havia primeira e segunda classes. Do Huambo eu trazia batata e outros produtos.

Sinto-me feliz”, manifestou, acrescentando que o que mais o encanta em viajar de comboio é apreciar as paisagens naturais. Uma cidadã, identificada apenas por Margarida, admitiu vir a reiniciar o seu negócio de venda de peixe seco. Comprado em Benguela, Margarida projecta colocá-lo, semanalmente, na província do Huambo, dada a carência do produto por aquelas paragens. “Quero voltar a vender peixe. Desta vez, levo apenas um pouco para a família. Na próxima, levarei para vender”, garantiu.

O administrador do Lobito, Carlos Pacatólo, que também seguiu viagem, disse ter notado, em alguns dos seus colegas administradores — alguns dos quais filhos de ferroviários —, emoção pela retoma daquele comboio nesse percurso, e considerou ser uma boa maneira de brindar os angolanos, justamente no ano em que o país assinala 50 anos de independência.

“Nós somos abençoados por testemunharmos este momento e por fazermos parte deste comboio histórico”, vincou. Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do CFB, António Cabral, apontou o peixe seco e o sal como os produtos que o comboio mais transportava para as províncias atravessadas pelo famigerado Corredor do Lobito.

“É o comboio que nós intitulamos ‘Camacove’; é histórico. No tempo colonial, existiam os comboios-mala e este tipo, o Camacove, que era o comboio pequeno, facilitando a mobilidade da população”, explicou.

O comboio “Camacove”, que partiu de Benguela, teve ligação, no Huambo, a outro proveniente do Luau, no Moxico Leste, sendo que, depois, ambos regressaram às suas zonas de proveniência: Lobito e Luau. Tal empreitada permitiu que os passageiros continuassem as suas viagens. “Portanto, este comboio partirá todas as sextas-feiras”, resumiu em declarações à RNA.

O gestor público lembrou que a paralisação do comboio “Camacove”, ocorrida em 2019, se deveu também a questões de natureza técnica, consubstanciadas no acentuado desgaste das rodas, o que limitou a empresa em termos de carruagens.

“Ficámos reduzidos a 19 carruagens, das 102 que existiam”, justificou, realçando que, com o recebimento dos prémios de concessão, na sequência da entrada da LAR, se está a reabilitar algumas, chegando, por esta altura, a 50 carruagens recuperadas.

“Então, como estamos a aumentar o número de carruagens com rodas novas, achámos por bem, sobretudo nesta fase em que nos aproximamos de uma data histórica, a da nossa independência, pôr à disposição da população este comboio, para que os habitantes do Corredor do Lobito se possam beneficiar”, afirmou.

Degradação de infra-estruturas acena para a LAR

O presidente do Conselho de Administração do CFB admitiu a existência de algumas estações e apeadeiros ao longo do Corredor do Lobito que carecem de manutenção, assegurando, contudo, trabalhos “paulatinos” de reabilitação, coincidentes com a retoma da exploração do troço, ao mesmo tempo que apontou para a responsabilidade da concessionária dos serviços ferroviários.

“Também não estão assim tão degradadas. Nas estações, vamos usar apenas as salas de embarque, porque a estrutura física está por conta da LAR. Mas penso que a LAR, que é o nosso parceiro económico, fará essa recuperação à medida que o tempo for avançando”, previu.

Por: Constantino Eduardo, em Benguela

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