Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Sex, 28 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

José Oliveira: “Sanções contra a Rússia influenciaram o mercado”

Miguel Kitari por Miguel Kitari
24 de Fevereiro, 2023
Em Economia

Investigador do CEIC/UCAN para a Energia, José Oliveira responde as perguntas do Jornal OPAÍS sobre a guerra na Ucrânia, um ano depois. O investigador diz que a Rússia foi asfixiada pelas sanções aplicadas pelo Ocidente

Depois de muito tempo em baixa, no ano passado o preço do barril de petróleo disparou, atingindo os 139 dólares. Que influência teve o conflito Rússia/ Ucrânia na subida do preço do petróleo nos últimos 12 meses?

Os preços a baixos dos 50 dó- lares aconteceram durante 2020 devido à Pandemia do COVID que baixou abruptamente o consumo em mais de 10 milhões de b/d, portanto, devido a uma situação anormal. Em 2021 a média anual do barril andou pelos 70 dólares. Em 2022 a guerra na Ucrânia destabilizou temporariamente o mercado e registou-se o pico momentâneo de 139 dólares, mas a média anual do petróleo andou pelos 100 dólares/barril. Mais do que a guerra que gera incerteza no amanhã, o que mais tem influenciado as maiores cotações do barril são as múltiplas sanções ocidentais contra a Rússia, porque se trata de um dos maiores abastecedores do mercado mundial, em paralelo com a Arábia Saudita.

Em face destas sanções, o que poderá acontecer nos próximos tempos?

Se a Rússia se vir impedida de exportar acima dos 7 milhões de b/d (Mb/d) – em Janeiro ainda conseguiu exportar 8,2 Mb/d, valor acima da média de 2021 e 22 que foi de 7,4 e 7,8 Mb/d respectivamente nos próximos meses, devido às sanções impostas pelos Americanos e Europeus, na segunda metade do ano o mercado vai estar em deficit, se as principais economias não entrarem em recessão, e os preços podem subir. Até meados deste ano há um excedente de oferta que se vai reduzindo ou não de acordo com os volumes exportados pela Rússia. O aumento de consumo em 2023 deverá rondar os 2,0 Mb/d e os aumentos de produção fora da OPEP devem rondar os 1,2 Mb/d, dos quais cerca de metade dos Estados Unidos. A baixa de exportações russas na segunda metade do ano poderá ter de ser, em par- te, compensada com aumentos da Arábia Saudita ou Emiratos Árabes Unidos, os únicos membros da OPEP com capacidade de aumentos de produção imediata.

Pelo meio tivemos ainda a manutenção das refinarias…

A manutenção das refinarias tem influência de curto prazo a nível de preços e geralmente mais nas cotações dos principais combutíveis – Gasóleo, Gasolina e Jet. Agora está a viver-se no mercado mundial uma carência de gasóleo porque a Europa, grande consumidora, importava da Rússia mais de 1,0 Mb/d de gasóleo e actual- mente anda a importar de outros mercados, aonde também não há excedentes. A principal razão está na redução da capacidade de refinação nos Estados Unidos, nos últimos três anos de quase 2,0 Mb/d que ainda não foi compensada totalmente pelas novas refinarias da Ásia, em especial. Em Dezembro e Janeiro recentes as vagas de frio nos Estados Unidos paralisaram muitas refinarias e agravaram a falta de gasóleo e de Jet/Kero no mercado mundial.

A estabilidade de preço que se regista hoje, com oscilação 80/90 dólares, pode ser considerada artificial em função dos cortes decididos pela OPEP, em Novembro do ano passado?

As cotações médias que se vêm registando são fruto directo do mercado e não têm nada a ver com os cortes decididos em novembro pela OPEP, os quais se devem ao facto de, no último trimestre de 2022, haver um excedente de oferta, calculada pela Agencia Internacional de Energia, em Paris, em cerca de 1,0 Mb/d. Mas a verdade é que nessa aparente estabilidade de médias de cotações mensais há a assinalar uma volatilidade diária de mais de 2 dólares/barril, que é o dobro das variações diárias de preços em 2021! E esta volatilidade tem a ver com a guerra da Ucrânia e com as sanções aplicadas às exportações da Rússia.

Face ao actual quadro, que medidas os países petro-dependentes, como é o caso de Angola, devem tomar em termos de valorização das receitas provenientes das vendas do petróleo?

Em virtude de Angola estar a viver, há uns anos, com um OGE acima da capacidade real da sua economia, razão pela qual quase metade se destina ao pagamento de capital e juros das suas dividas externa e interna, a medida mais acertada é reduzir o endividamento futuro para não entrar- mos, a médio prazo, em situação de incumprimento, quando as receitas do petróleo se reduzirem. Quando a produção de petróleo baixar para menos de 1,0 Mb/d e/ ou os preços descerem para níveis abaixo dos 75 dólares, Angola vai enfrentar sérias dificuldades financeiras se não reduzir rapidamente a sua divida e as necessidades de financiamento anual do OGE.

Recomendado Para Si

Executivo prevê arrecadar cerca de 28 mil milhões milhões de kwanzas com taxas e entrada em funcionamento de mais 4 novos postos de portagem

por Flávio da Costa
28 de Agosto, 2026

O Executivo antevê arrecadar em média, anualmente, cerca de sete mil milhões de kwanzas, com a entrada em funcionamento de...

Ler maisDetails

Njinga Mbande será figura de destaque da presença de Angola na Expo 2027 Belgrado

por Jornal OPaís
27 de Agosto, 2026

A soberana Njinga Mbande será a figura central da participação de Angola na Expo 2027 Belgrado, na Sérvia, anunciou a...

Ler maisDetails

Preços praticados pelos produtores baixaram 3,44% em Julho face a Junho, revela INE

por Jornal OPaís
26 de Agosto, 2026

Em média, os preços praticados pelos produtores baixaram em Julho face a Junho. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE),...

Ler maisDetails

Mais de 200 empresas confirmadas na Expo Cabinda 2026

por Jornal OPaís
25 de Agosto, 2026

Mais de 200 empresas dos sectores petrolífero, mineiro, industrial, tecnológico e agro-pecuário, entre outros, estão inscritas para participar na Expo...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo do Cuanza-Norte abre concurso público para preenchimento de 221 vagas

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ministério da Saúde divulga resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.