A taxa de inflação, em Fevereiro de 2026, fixou-se em 13, 35%, sendo a mais baixa em 31 meses, segundo o INE. Economistas ouvidos por este jornal apontam a estabilidade do kwanza e a maior oferta de bens como alguns dos factores que estão a influenciar para a queda
O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma variação de 13,35% em Fevereiro de 2026, comparando com o período homólogo, o que representa uma desaceleração de 1,21 ponto percentual em relação ao mês anterior e 11,91 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatistica (INE).
De acordo com o documento, analisado pelo OPAÍS, a classe “Transportes” foi a que registou o maior aumento no índice de preços, com uma variação homóloga de 18,66%. Destacam-se também os aumentos nas classes de “Habitação, água, electricidade e combustíveis”, com 16,06%, “Saúde”, com 14,24%, e “Alimentação e bebidas não alcoólicas”, com 13,55%.
A classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 8,24 pontos percentuais, durante o mês de Fevereiro, seguida das classes de “Bens e serviços diversos” com 0,91 ponto percentual, “Transporte” com 0,90 ponto percentual e Habitação, água, electricidade e combustíveis com 0,62 ponto percentual, sendo que as restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,62 ponto percentual.
As províncias que registaram menor variação de preço foram o Huambo, com 11,36%, Cunene, com 11,47%, Zaire, com 11,82%. Ao passo que as províncias com maior variação no nível geral de preços foram Cabinda, com 21,22%, Lunda-Sul, com 15,70%, e Moxico, com 15,15%, conforme dados do INE.








