As principais praças europeias terminaram a sessão nesta Quinta-feira em território negativo, a maioria com quedas superior a 1%, num dia em que os investidores estiveram a reagir ao sexto dia de conflito no Médio Oriente – que não parece ter fim à vista
Os ataques de ambos os lados voltaram a intensificar-se, com os EUA a afundarem um navio de guerra iraniano no Sri Lanka e Teerão a prometer vingar-se em força. O Stoxx 600 – “benchmark” para a negociação europeia – caiu 1,29% para 604,83 pontos, depois de até ter conseguido recuperar algum fôlego na sessão anterior.
As acções mundiais continuam a seguir as expectativas dos investidores em relação à duração do conflito que estalou no sábado passado no Médio Oriente, com os ataques dos EUA e Israel ao Irão e a resposta de Teerão contra vários países do Golfo Pérsico.
Quanto mais tempo esta guerra durar, mais sustentada será a subida dos preços do petróleo e gás natural liquefeito. Com a energia mais cara, os investidores estão a antecipar um impacto suficiente na inflação que leve o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro já este ano. O mercado de “swaps” aponta para uma probabilidade de 75% da política monetária ser apertada em 2026, contra os 20% de quarta-feira.
O “benchmark” europeu chegou a subir 0,7% esta quinta-feira, depois de ter sido noticiado que o Irão estaria disposto a abrir mão do seu “stock” de urânio enriquecido. No entanto, a tendência inverteu e as perdas foram adensadas no fim da sessão, depois de as autoridades dos Emirados Árabes Unidos terem alertado os residentes de Dubai e Abu Dhabi para procurarem abrigo imediato.
“Ainda há muito pouca visibilidade sobre quanto tempo a perturbação poderá durar ou se se irá agravar ainda mais. A incerteza em torno do Estreito de Ormuz é actualmente o principal foco dos mercados”, explica Francisco Simón, diretor europeu de estratégia do Santander Asset Management, à Bloomberg. Desde o arranque do conflito, o Stoxx 600 já perdeu mais de 4,5%, encaminhando-se para a pior semana desde Abril do ano passado.
Wizz Air afunda mais de 10% Entre as principais movimentações de mercado, a Wizz Air afundou 10,71% para 9,84 libras, depois de a companhia área ter revisto em baixa as suas perspetivas de lucro para o resto do ano, devido ao conflito no Médio Oriente.
Já a rival EasyJet caiu 5% para 4,12 libras, após ter sido anunciado que a companhia área vai abandonar o FTSE-100. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,61%, o espanhol IBEX 35 tombou 1,38%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,61%, o francês CAC-40 cedeu 1,49%, o neerlandês AEX caiu 0,45%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 1,45%.








