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OPAÍS

Grupo empresarial chines investiu mais de usd 30 milhões em 18 anos

Jornal Opaispor Jornal Opais
4 de Março, 2018
Em Economia

O grupo empresarial chines SYZ Internacional Grupo investiu, nos últimos 18 anos, nas áreas da construção civil, saúde e agora na formação técnico-profissional

Por: Miguel Kitari fotos de Virgílio Pinto

Quando chegou a Angola, em 2000, o grupo estava apenas virado para o sector da construção civil, tendo participando em várias obras, com realce para infra-estruturas ligadas ao Ministério do Interior. Actualmente, o grupo está engajado na construção de um novo hangar no aeroporto de Saurimo, província da LundaSul.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Grupo, Francisco Shen, apesar de haver um abrandamento nas obras públicas, Angola continua a ser um bom destino para investir, pois oferece muitas oportunidades de negócio. Ressalva que a questão das divisas têm estado a adiar a realização de muitos investimentos do seu grupo.

Todavia, lamenta que a redução de contratos para execução de Obras Públicas e privadas provocou a desvinculação de mais de 80% dos colaboradores que actuavam no sector da construção. “Até 2014 tínhamos mais de 1000 trabalhadores, e hoje temos menos de 100. Além do problema financeiro que isso causa à empresa, reduz também a possibilidade de os angolanos terem um emprego e poderem sustentar as suas famílias”, referiu.

Desde 2000 que o grupo empresarial se instalou em Angola, foram já investidos mais de USD 30 milhões, divididos em vários segmentos de negócios. “Estamos prontos para investir mais, entretanto, temos alguns constrangimentos. A obtenção de divisas para importar material é um dos problemas”, lamentou.

A título de exemplo, o também vice-presidente da Associação de Empresários da província de Jiangsu em Angola cita o caso da Francisco Shen, PCA do Grupo SYZ que actuam em Angola há 18 anos na agricultura que, segundo ele, é muito onerosa. “Precisamos de fazer um grande investimento em tecnologias, e, como disse anteriormente, não há divisas no país. Além disso, tem alguns riscos, sobretudo por causa das pragas e da estiagem”, enumerou.

Universidade na forja Dentre os vários investimentos projectados, o Grupo SYZ prevê a abertura de uma universidade no Distrito Urbano do Zango, no espaço onde funciona hoje o seu estaleiro central. Sobre a futura instituição de ensino superior, Francisco Shen avança que terá capacidade para albergar mais de 1000 alunos, divididos em três turnos, manhã, tarde e pós laboral.

“Arrancamos agora com cursos técnicos profissionais, através da Escola Profissional de Angola-China, onde estamos a leccionar inglês, francês, mandarim e administração pública. É o nosso ensaio”, considerou.

Fábrica de massa alimentar “encalhada”

Com olhos na diversificação económica do grupo e do país, Francisco Shen revelou a OPAÍS que projecta a abertura de uma fábrica de massa alimentar e bolachas. “Pelas voltas que tenho dado por Luanda e não só, percebi que se consome muita bolacha e massa alimentar, mas não há aqui fábrica.

É por isso que pretendemos investir neste subsector da indústria alimentar”, argumentou. Entretanto, a falta de produção de trigo em grande escala no país, bem como a escassez de divisas para importar a matéria-prima “encalham” o surgimento da unidade industrial.

“Preferimos não investir na produção de trigo em Angola, pois seriam outros custos. Por outra, a cadeia produtiva deve funcionar. Uns produzem no campo e outros compram para transformar. E assim cria-se riqueza e novos trabalhos”, defendeu, o empresário. Além do trigo, Francisco Shen sublinhou igualmente que o país ainda não possui uma indústria de plástico para o empacotamento de alimentos, como são os casos da bolacha e da massa alimentar.

Sendo assim, “as embalagens teriam de ser importadas. Voltamos outra vez às divisas, que continuam a ser uma dor de cabeça para os empresários”, considerou. Quanto ao investimento global previsto, não avançou, disse apenas que já foram identificadas as empresas que irão fornecer as máquinas que serão instaladas na futura fábrica, “mas só quando houver disponibilidade de divisas para fazer funcionar.

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