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Fraca captura de peixe ameaça destruir mais de mil postos de trabalho em Benguela

Mais de mil postos de trabalho estão em risco, em virtude dos baixos níveis de captura de pescado no município piscatório da Baía-Farta, em Benguela. A presidente da Associação dos Armadores industriais de pescas, Naty viegas, aponta a alteração verificada no TAC (total de captura Admissíveis) como a causa do problema no sector e, por isso, tem no cumprimento da lei a via para se mitigar o problema

Jornal Opais por Jornal Opais
16 de Dezembro, 2024
Em Destaque, Economia

Numa primeira fase, apenas duas empresas reportaram a sua situação de aperto financeiro por que, neste momento, passam à Associação, mas há muitas outras que também vivem o mesmo cenário, agravado com as fracas capturas devido à escassez de peixe nos mares de Benguela.

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Já vai muito tempo que os homens do mar se queixam de pouca captura de peixe e que, agora, tal situação vai trazendo grandes implicações, havendo, inclusive, empresas que ameaçam mesmo fechar as portas.

“Traz transtornos, obviamente. Sem peixe, nós não podemos fazer nada”, lamenta a responsável, que olha, igualmente, para os investimentos milionários até aqui feitos por vários empresários, sobretudo em infra-estruturas e meios – com destaque para a compra de embarcações – conforme apurou este jornal de fontes do sector das Pescas.

As empresas, porém, dão o seu máximo, a fim de que possam manter os postos de trabalho e, neste particular, a presidente fala em definição de novas medidas de gestão, tendo em vista o ano de 2025, que está, praticamente, às portas.

Naty Viegas tem uma fórmula para se inverter o quadro. “Cumprirmos escrupulosamente aquilo que está estabelecido por lei, provavelmente haverá alguma luz no fundo do túnel. Houve uma alteração no Total de Captura Admissíveis.

Se cumprirmos com as medi- das de gestão, podemos ultrapassar”, sinaliza, numa clara alusão às violações sistemáticas por parte de alguns armadores, sendo alguns estrangeiros aqueles a quem se tem apontado o dedo. Viegas admite que três a quatro empresas notificaram a sua instituição a manifestar a intensão de despedir mais de mil funcionários, em função das dificuldades.

“Obviamente que é aceitável, porque sem matéria-prima não se consegue manter as empresas. Isso não se vê só no sector das Pescas, vê-se numa conjuntura geral”, considera.

Neste momento, na perspectiva de salvaguardar alguns postos de trabalho, a presidente da Associação dos Armadores Industriais de Pescas diz estar a encetar contactos, de modo a evitar despedimentos em massa, e se despeçam apenas aqueles que não fazem tanta falta à empresa.

“Para não prejudicar o sector. Isso mexe , não tem como, uma estrutura sem rendimento para poder pagar os funcionários, obvia-numa primeira fase, apenas duas empresas reportaram a sua situação de aperto financeiro por que, neste momento, passam à Associação, mas há muitas outras que também vivem o mesmo cenário, agravado com as fracas capturas devido à escassez de peixe nos mares de Benguela.

Já vai muito tempo que os homens do mar se queixam de pouca captura de peixe e que, agora, tal situação vai trazendo grandes implicações, havendo, inclusive, empresas que ameaçam mesmo fechar as portas.

“Traz transtornos, obviamente. Sem peixe, nós não podemos fazer nada”, lamenta a responsável, que olha, igualmente, para os investimentos milionários até aqui feitos por vários empresários, sobretudo em infra-estruturas e meios – com destaque para a compra de embarcações – conforme apurou este jornal de fontes do sector das Pescas.

As empresas, porém, dão o seu máximo, a fim de que possam manter os postos de trabalho e, neste particular, a presidente fala em definição de novas medidas de gestão, tendo em vista o ano de 2025, que está, praticamente, às portas. Naty Viegas tem uma fórmula para se inverter o quadro.

“Cumprirmos escrupulosamente aquilo que está estabelecido por lei, provavelmente haverá alguma luz no fundo do túnel. Houve uma alteração mente, não pode mantê-los lá, mas estamos junto da associação – e em conversa com os próprios operadores – tentar arranjar alternativas, para que não seja sucessivo a outras empresas”, disse, lamentando o facto de esse quadro vir a afectar de que maneira a arrecadação de receitas para o Orçamento Geral do Estado por parte do Estado.

“Em termos de pagamentos de impostos, não contribuímos para o próprio desenvolvimento do município (Baía-Farta)”, observa. Esse é, de resto, um quadro que preocupa o administrador municipal da Baía-Farta, Evaristo Calopa Mário, que deposita no sector pesqueiro confiança no que à empregabilidade diz respeito.

Apesar disso, Calopa está confiante de que as coisas se vão alterar, mas, por ora, vira as suas atenções para o sector salineiro, aquele que, nos últimos tempos, vem registando níveis aceitáveis de crescimento, com a introdução de novos «players», que têm contribuído para o desenvolvimento da região de que ele é titular do órgão de gestão.

POR:Constantino Eduardo em Benguela

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