Cerca de 30 feirantes participaram, neste final de semana, da feira do pescador, promovido pela Administração Municipal do Mussulo, em Luanda, evento centrado nas comemorações do Dia do Pescador, que hoje, 29 de Junho, se assinala.
O administrador Municipal do Mussulo, Baudílio Vaz, disse que aproximadamente 70% da população do Mussulo vive da pesca e dos seus derivados, daí a importância ter destacado a importância da realização deste evento.
Baudílio Vaz diz ser necessário perceber que a pesca é uma cadeia que começa na pesca e termina no produto final, que às vezes, é o peixe fresco, peixe seco e outros derivados. “Então diríamos que aproximadamente entre 8.000 a 9.000 pessoas residentes no Mussulo vivem da pesca e dos seus derivados”.
O administrador considerou que se trata de uma pequena feira, mas com um grande número de feirantes e volume de negócios considerável.
Anunciou que dentro de três meses, está prevista a inauguração da fábrica de transformação de atum, que vai criar a cadeia de valorização do pescado. “A nossa visão é: termos aqui uma fábrica que, primeiro, seja sustentável do ponto de vista ambiental”, informou.
Concluiu reforçando que, a existência da fábrica vem para valorizar uma das espécies que o mar angolano mais produz, que é o atum, tendo referido que o Mussulo produz-se muito atum, mas que tem sido muito desvalorizado.
Já o Vice-governador para o Sector Económico, Jorge Augusto, avançou que que para além dos feirantes fazerem a exposição daquilo que têm, também abre-se a oportunidade de troca de experiências, ao mesmo tempo, potencializar os seus negócios.
“Em termos de programa, o Executivo tem uma série de programas que estão virados à pesca, estão virados ao comércio, mas nós a nível do governo provincial estamos direccioná-lo para que essas cooperativas, esses grupos, consigam aproveitar ao máximo todo esse potencial que os programas trazem”, disse o responsável.
Acrescentou que, isto deve ser observado quer na aquisição de produtos com preços e taxas bonificadas, quer também na perspectiva de financiamento para a tesouraria das mesmas empresas.
Alguns feirantes mostraram-se satisfeitos em participar do evento, é o caso de Victória Silva, sócia gerente de uma loja de venda de materiais de pesca.
“Nós estamos no mercado há quase 16 anos. A nível nacional, somos uma loja vocacionada para o pescador artesanal, que vende mercadoria de qualidade, pois temos uma quota de mercado solidificada”, disse ela.
Reforçou que sendo ela a sócia fundadora da empresa, está satisfeita pela quota de mercado que conseguiu alcançar dentro da área de pesca em Angola, sublinhando a necessidade de se continuar a promover esse tipo de feiras, que considera importante, porque junta não só o próprio pescador, como também todas as áreas ligadas à pesca.
O responsável pela Comercialização, Manutenção e Operação da electrificação do Mussulo, Lúcio Fabiano, disse que a feira é muito importante porque traz desenvolvimento económico para o município.
“Ela fortalece o turismo e a pesca, que é a principal fonte de renda cá no Mussulo”, concluiu.
Dona Joaquina falou da dificuldade que têm tido em comercializar algumas espécies por estar fora de época. “O pargo estamos a vender a 18 mil, também temos de 17 mil, neste caso os médios e os pequenos são 15 mil kwanzas”, citou.








