Angola entrou, oficialmente, na Zona de Comércio Livre (ZCL) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Junho de 2025, o que, para especialistas ouvidos por este jornal, traz várias vantagens para o país, mas também impõe desafios em melhorar as infra-estruturas logísticas deficientes, falta de estradas adequadas, que podem dificultar o comércio
A Associação de Empresas de Comércio e Distribuição de Angola (ECODIMA) considera que a entrada de Angola na Zona de Livre Comércio traduz-se numa oportunidade para os empresários locais, em parceria com os operadores experientes da região, darem um salto qualitativo nas infra-estruturas do continente.
Entretanto, esse agregador de know-how é o que transformará Angola num hub logístico regional, aproveitando activos, sendo o principal o Corredor do Lobito. O Corredor é visto como um eixo estruturante para a dinamização do comércio intra-africano e ligação do continente africano aos mercados globais.
O presidente da ECODIMA, Raúl Mateus entende que é preciso “proteger o que produzimos bem, mas estamos abertos ao capital e ao conhecimento que venha complementar as nossas lacunas”, disse. Sobre a integração monetária, Raul Mateus, chama atenção de que a integração comercial na região da SADC não se traduz, necessariamente, na união monetária. Na sua visão, a aceitação do kwanza na região reduziria drasticamente os custos de transação cambial e a dependência do dólar no comércio transfronteiriço. Contudo, a desvantagem é que a força da moeda dependeria da disciplina fiscal e capacidade produtiva.
Leia mais em









