Os conflitos no Médio Oriente, envolvendo especialmente o Irão, EUA e Israel, estão a atingir níveis alarmantes com impacto na economia global. A “interdição” do estreito do Ormuz fez com que o preço do petróleo no mercado internacional voltasse a subir, com várias economias a enfrentarem inúmeras dificuldades, sobretudo na zona da União Europeia e em alguns países importadores em grande escala
Sendo Angola um país exportador do petróleo (bruto) e, ao mesmo tempo, importador do mesmo (petróleo refinado) e dos seus derivados, não está isento de sentir o impacto deste conflito na sua economia doméstica.
Num cenário global em que as grandes economias já começam a sentir diretamente o impacto dos conflitos que envolvem os Estados Unidos, o Irã e Israel, em que, além da vertente militar, a perspectiva económica passou a ser a mais impactante, o mundo está na eminência de enfrentar uma crise global motivada pela “restrição” no fornecimento do petróleo. Grandes indústrias e economias mundiais começam a entrar num retrocesso devido à subida galopante do preço do barril do petróleo no mercado internacional.
No início dos conflitos, por exemplo, o barril de petróleo estava a ser negociado no mercado internacional entre 60 e 75 dólares; entretanto, desde que o Irão passou a restringir o Estreito do Ormuz, como forma de retaliar os ataques militares norte-americanos, o preço disparou para acima de 100 dólares o barril, um cenário que já levou alguns países a adotarem medidas urgentes para equilibrar as suas economias. Países da União Europeia, como Portugal, França e Espanha, por exemplo, já começaram a fazer um incremento no preço do combustível nos seus mercados internos para fazer face às subidas no mercado internacional.
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