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OPAÍS

Chineses investem mais de um bilião de dólares em fábrica de clínquer para colmatar défice

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Janeiro, 2025
Em Economia
Chineses investem mais de um bilião de dólares em fábrica  de clínquer para colmatar défice

A fábrica de linha de produção de clínquer e cimento, que vai ser instalada no bairro do Vimbalambi, Catumbela, orçada em mais de mil milhões de dólares, tem uma capacidade de 3 mil 500 toneladas ao dia. O PCA da West China Ciment, empresa promotora do projecto, Zhang Jimin, sinaliza um investimento de mais de um bilião de dólares, ao referir que Catumbela foi escolhida por ser rica em calcário. O Governo, por sua vez, louva os mais de 2 mil postos de trabalhos

O lançamento da primeira pedra da linha de produção de cimento e clinker ocorreu recentemente, numa cerimónia a que acorreram o ministro do Comércio e Indústria, Rui Miguéis, e o governador de Benguela, Nunes Júnior.

Numa primeira fase, conforme projectada, produzir-se-ão apenas 3.500 toneladas, mas prevê-se, na segunda, a instalação de mais duas linhas de produção, com mais de 10 mil toneladas para cada uma.

“Nós prevemos cerca de mil milhões de dólares norte-americanos neste projecto, na primeira e segunda fase. Após a conclusão total do projecto, a capacidade de produção vai chegar a um milhão e meio de toneladas”, projecta o PCA da empresa promotora, Zhang Jimin, ao prever, em função da capacidade produtiva, receitas anuais cifradas acima dos 400 milhões de dólares, prevendo-se, desta feita, que os lucros e impostos sejam de 80 milhões de dólares.

Zhang Jimin diz que, para além de satisfazer a demanda de clinker e cimento no mercado nacional, se prevê, igualmente, a exportação de grande parte da produção para países como o Ghana, Nigéria, Namíbia e não só, na perspectiva de se evitar gastos de divisas na importação.

“Ao mesmo tempo que vamos ter receitas de exportação de divisas para voltar a Angola. Resolver e criar mais postos de trabalho, que não vão ser menos de 2 mil”, garante o promotor, que projecta para 2026 a conclusão da obra.

O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguéis, louva a iniciativa da construção do empreendimento, de iniciativa de investidores chineses, realçando que o projecto é, igualmente, circunscrito no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência nacional.

Em virtude disso, o governante tem na iniciativa uma «chama da esperança» para todos os angolanos, particularizando os residentes na província de Benguela.

O ministro não tem dúvidas de que, com o empreendimento, o país se vai superar no que concerne à produção industrial, isto na perspectiva de alcançar outros patamares de desenvolvimento socioeconómico.

Destaca, nesta perspectiva, o facto de o projecto, cuja primeira pedra está lançada, ser de iniciativa privada, o que, na óptica do titular do sector da Indústria, reafirma a confiança que os investidores, entre nacionais e estrangeiros, têm nas políticas que o Governo vem desenvolvendo, visando à industrialização do país, a fim de que se melhorem as condições de vida da população.

“Não menos importante, quero também destacar que este projecto é realizado por investidores angolanos e chineses e, portanto, é um marco necessário para celebrarmos as excelentes relações bilaterais que unem os governos e os povos da República Popular da China e da República de Angola”, sinaliza o governante.

Na componente institucional, o ministro do Comércio e Indústria reafirmou o compromisso do Governo de continuar a trabalhar afincadamente, de modo que seja possível a implementação de outros projectos de natureza industrial e económica, quer na província de Benguela, quer no resto do país, ao sublinhar que Angola é um país aberto para trabalhar com todos os parceiros internacionais.

“Estamos abertos para todos os países do mundo e, portanto, dizer que o nosso país está em condições de receber investimentos privados nacional e internacional. Estamos aberto para os negócios e são todos muito bem-vindos”, desejou.

Por sua vez, o governador de Benguela, Nunes Júnior, afirmou que a implantação dessa fábrica e de outras sugere, objectivamente, que a província está a dar passos para a retomada do papel que sempre teve na estrutura da produção nacional industrial de Angola.

A aliança estratégica entre o sector privado e o Estado – disse o governante – afigura-se como que fundamental para que o país consiga alcançar os objectivos no que se refere à diversificação da economia.

“Este é o terceiro investimento na província no domínio do investimento do cimento, depois do investimento da SECIL e da fábrica de cimento da CIMENT FORT”, resume.

 

Por: Constantino Eduardo, em Benguela

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