Nossa Seguros BFA EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK MEDIANOVA-FNC SOCIJORNAL
Qua, 22 Jul 2026
OPaís
Ouça Rádio+
  • FILDA 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • FILDA 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Carlos Conceição:“ O INAR não tem sido proactivo no sentido de estancar a proliferação das seitas religiosas”

Milton Manaca por Milton Manaca
11 de Julho, 2025 - Actualizado a 21 de Julho, 2025
Em Entrevista

Doutorado em Ciências da Religião, com opção para o ensino da Teologia, Carlos Conceição fala, nesta entrevista, dos episódios que têm marcado a actualidade religiosa em Angola. A Proposta de Lei sobre Liberdade Religiosa, actualmente em discussão na Assembleia Nacional, reconhece a religião islâmica no país, mas o interlocutor aconselha ponderação na sua institucionalização, apesar de manifestar não ser contra o islão. Concorda com o Governo quanto à necessidade de os ministros do culto possuírem uma formação académica sólida aliada à teologia, mas discorda da exigência de licenciatura. Sobre a proliferação de seitas religiosas, sublinha que, na prática, não se consegue sentir a presença do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR)

Que avaliação faz, de forma geral, do fenómeno religioso em Angola nos últimos anos?

A avaliação, na verdade, é negativa, entre aspas. É negativa na medida em que, a nível do Ministério da Cultura, existe o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, que, na verdade, é um ente do Ministério da Cultura que regula o fenómeno religioso em Angola. E, nesses últimos anos, temos estado a assistir a uma proliferação, digamos, de seitas, confissões e denominações religiosas que têm estado a actuar no nosso território. E que, em alguns casos, a sua doutrina, os seus costumes, a sua actuação e as suas práticas entram, de certa medida, em contradição com aquilo que está estatuído na Constituição da República, por um lado. Por outro lado, também, entram em choque com os valores que nos identificam enquanto angolanos, que nos identificam enquanto um Estado soberano, que nos identificam enquanto um povo com traços e identidades culturais próprias. Então, eu calculo que a avaliação, do nosso ponto de vista, é efectivamente negativa, na medida em que o Instituto citado não tem sido, digamos, proactivo, no sentido de estancar a proliferação, efectivamente, das confissões e seitas religiosas no país.

Mas a instituição que citou tem também mecanismos de monitorização, de fiscalização. Está, em outras palavras, a querer dizer que esses mecanismos de fiscalização e monitorização não funcionam?

Do ponto de vista legal, essas são as atribuições da instituição citada, que é monitorizar, fiscalizar e controlar. Mas a implementação, digamos, do ponto de vista pragmático, não conseguimos sentir a presença do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos. Porque, se assim fosse, por exemplo, desde 1975 até mais ou menos 2023, estudos paralelos feitos juntamente com outras instituições apontam que o Estado Angolano reconheceu 91 igrejas. E, de acordo com os próprios dados fornecidos também pelo Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, em Angola existem mais de 2.700 confissões, denominações e seitas religiosas que estão à espera de autorização, de modo a exercerem as suas actividades. Portanto, nós temos esse universo. O país só tem 91 igrejas legalizadas desde 1975 até à data presente. Todas as outras não o são. E essas que não o são, não deixaram de exercer as suas actividades. Portanto, têm a esperança de que venham a ser reconhecidas, porque os seus processos estão no Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, e, não obstante isso, continuam a executar as suas actividades, em contramão também com a própria exigência que o Instituto afim recomenda.

Na Assembleia Nacional está em discussão a Proposta sobre Liberdade Religiosa e de Culto, que, no seu artigo 26, prevê considerar entre as religiões o islamismo. É uma aceitação legal do Islão em Angola, quando, na prática, essa mesma religião já está instalada e desenvolve as suas actividades com normalidade?

Sim, do ponto de vista indirecto, sim. Mas aqui temos também desafios doutrinários, desafios teológicos interessantes. Na verdade, é preciso — e temos estado a recomendar — uma ponderação na institucionalização do Islão. Portanto, sem nada contra. O que acontece é que temos de ter instituições próprias e temos de ser capazes de fazer com que o Islão e o Cristianismo coabitem com normalidade. Convenhamos também aqui em dizer o seguinte, que é importante: felizmente, nós não temos conflitos inter-religiosos, como acontecem em algumas partes de África e do mundo. E os conflitos inter-religiosos, segundo estudos da sociologia da religião, têm geralmente como epicentro o Islão e o Cristianismo. Nós não estamos a pregar que isso venha a acontecer no nosso so comporta riscos teológicos, riscos doutrinários e também riscos culturais. Porque depois podemos entrar naquilo que a ciência chama de fundamentalismo religioso, que, na verdade, acaba por ser um factor de conflito também para as sociedades.

Leia mais em

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

“Os jovens, por falta de emprego, ocupam-se na bebida e no entretenimento”

por Jornal OPaís
17 de Julho, 2026

REMAR (Reabilitação de Marginalizados), localizada em Viana, Luanda, é um centro de acolhimento de base cristã, que opera desde 1997,...

Ler maisDetails

“ Há alguns anos, mobilizámos os taxistas, colocaram-se cestos de lixo no interior das viaturas e os resíduos não saíam pelas janelas”

por Jornal OPaís
10 de Julho, 2026

O jornal O PAÍS foi ao encontro de um dos membros-fundadores da Juventude Ecológica de Angola (JEA), Vladimir Russo, que,...

Ler maisDetails

Nkanga Gomes: “Se Angola não resgatar os valores morais e éticos, podemos ter milhões de dólares, mas não vamos desenvolver”

por Jornal OPaís
3 de Julho, 2026

Os fenómenos que prejudicam o comportamento positivo da sociedade, como o crime, consumo de drogas, prostituição, furto, roubo e outros,...

Ler maisDetails

“Aluguer de tios” para pedidos de noivado custa entre 50 e 300 mil kwanzas em Luanda

por Jornal OPaís
3 de Julho, 2026

A prática não é nova. Porém, tem ganhado força com o agravamento das dificuldades financeiras e a falta de emprego,...

Ler maisDetails

Raimundo de Almeida abandona presidência do FC de Cabinda por razões pessoais

22 de Julho, 2026

Discussão por cacho de banana termina em morte no Uíge

22 de Julho, 2026

Sector da aviação civil angolana emprega mais de 8 mil profissionais mulheres

22 de Julho, 2026

PR recebe mensagem de agradecimento do Papa

22 de Julho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • FILDA 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.