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Angola paga USD 176 milhões da sua dívida com FMI

Cerca de 176 milhões de dólares norte-americanos é o valor que o Governo angolano já pagou ao Fundo Monetário Internacional (FMI), desde 2021 até ao momento, no quadro do Programa de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla inglesa) desta instituição financeira

Jornal Opais por Jornal Opais
25 de Junho, 2024
Em Manchete

Esse valor faz parte de um pacote de cerca de 4,4 mil milhões de dólares (1 dólar vale 853 kwanzas) da dívida de Angola com o FMI, que desembolsou este empréstimo fruto do acordo do EFF, celebrado entre as partes, no período entre 2018 e 2021, segundo o representante desta instituição em Angola, Victor Duarte Lledo.

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Em entrevista à Angop, a ser publicada nos próximos dias, a fonte avançou que o FMI espera que Angola pague, até 2028, cerca de 2,8 mil milhões de dólares, correspondentes a 70 por cento da dívida contraída.

“O total da dívida de Angola é de 3,20 mil milhões em Direitos Especiais de Saque (DES), uma espécie de moeda internacional que é utilizada para efectuar pagamento de dívidas ao FMI.

Na época (2018- 2021), este valor era o equivalente a cerca de 4,4 mil milhões de dólares, dos quais, o Governo angolano já pagou 134 milhões de DES, correspondentes a cerca de 176 milhões de dólares, desde o fim do EFF, em 2021”, clarificou.

Além da assistência financeira, Victor Lledo disse que, actualmente, o Fundo Monetário Internacional e Angola mantêm contactos permanentes, com realce para o aconselhamento em assuntos económicos, um processo conhecido como “surveillance”.

Esse aconselhamento, sublinhou, envolve a monitoria das políticas económicas e financeiras do país e identificação de potenciais riscos para o crescimento económico e a estabilidade financeira, assim como recomendar ajustes da política económica apropriada para lidar com a situação.

Referiu também que o FMI está sempre aberto a discutir um novo financiamento com Angola, havendo a demanda por parte do Governo, bem como em caso de necessidade do ponto de vista da balança de pagamentos e outros critérios estabelecidos dentro das diversas modalidades de empréstimo do Fundo.

“Do nosso lado, não identificamos a necessidade de financiamento da balança de pagamento, a curto prazo, que se justifique um engajamento com o Fundo Monetário, mas estamos sempre abertos para discutir com o Governo de Angola possíveis financiamentos”, acrescentou.

O Programa de Financiamento Ampliado foi aprovado pelo Conselho de Directores Executivos do FMI, a 7 de Dezembro de 2018, com uma duração de três anos.

Inicialmente, esse programa previa um pacote financeiro de DES equivalente a cerca de 3,7 mil milhões de dólares americanos, mas, em virtude do surgimento da pandemia da Covid-19, e a pedido do Executivo angolano, o FMI aprovou um aumento de acesso de 72% da quota, a título de fundos de emergência, elevando o cumulativo de 361% para 433% da quota.

De concreto, o Fundo concedeu para Angola um desembolso correspondente de Direitos Especial de Saque equivalente a cerca de 765 milhões de dólares americanos, elevando o financiamento inicial de USD 3,7 mil milhões para cerca de 4,4 mil milhões.

Esse acréscimo teve como objectivo fortalecer o país na luta contra a pandemia Covid-19 e mitigar os seus efeitos sanitários, económicos e sociais, bem como assegurar a implementação das reformas perdidas que vinham sendo desenvolvidas.

Reformas económicas impulsionam ambiente de negócio

Por outro lado, Victor Lledo explicou que o ambiente de negócio em Angola tem observado melhorias significativas, nos últimos anos, apesar de ainda estar sujeito a uma série de desafios de natureza conjuntural, institucional e estrutural A propósito do tema “O ambiente de negócio em Angola”, o responsável do FMI residente em Luanda sublinhou que esses desafios limitam o investimento privado e dificultam a almejada diversificação económica do país.

Entre as dificuldades que Angola ainda enfrenta, Victor Lledo apontou a conjuntura marcada por períodos de volatilidade e instabilidade económica, pouca competitividade externa e o baixo nível de competências e capital humano.

Porém, a fonte reconheceu que o país oferece várias oportunidades que apetecem investidores, como mercados novos e com crescimento em várias áreas, potencial agrícola, excedente de energia eléctrica, uma população jovem e um posicionamento geográfico estratégico.

Por isso, defendeu a melhoria do acesso ao crédito privado, através do desenvolvimento de um registo de crédito, para facilitar a garantia e impulsionar a banca móvel.

Considerou, igualmente, fundamental a promoção do investimento em infra-estruturas e de capital humano de forma complementar e sustentável pelo sector público e privado, nivelar as condições de concorrência, continuar a reduzir os procedimentos burocráticos e de licenciamento, com o reforço do processo de digitalização.

Apelou ainda ao reforço das boas práticas de governança e o combate à corrupção, por meio de uma maior transparência na gestão das finanças e contratações públicas, bem como o fortalecimento da capacidade e agilidade do sistema judicial no tratamento de casos de corrupção.

Segundo o representante do FMI, um ambiente de negócios é influenciado por factores conjunturais, institucionais e estruturais, que no seu conjunto determinam a capacidade de empresas em desenvolver as suas actividades e optimizar os seus objectivos com o mínimo de constrangimentos externos.

Na ocasião, destacou como factores positivos para um bom ambiente de negócio a estabilidade económica e acesso ao crédito, a existência de um quadro institucional e regulador previsível que, entre outras, proteja a propriedade dos investidores com baixos custos de resolução de conflitos, e uma estrutura económica que ofereça insumos públicos de qualidade na forma de infraestruturas, mão-de-obra qualificada, assim como acesso a mercados regionais e internacionais.

Angola e o Fundo Monetário Internacional celebraram um acordo de Financiamento Ampliado, no período 2018-2021, que permitiu o empréstimo de cerca de 4,4 mil milhões dólares ao país, visando melhorar a estabilidade macroeconómica, promover o crescimento económico sustentável e reduzir a pobreza.

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