A sétima edição da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026 vai colocar a transição energética e o conteúdo local entre os principais temas de debate, nos dias 9 e 10 de Setembro.
Sob o lema “Investir no Futuro”, o encontro pretende reunir representantes do sector energético para discutir os desafios e as oportunidades de uma indústria mais sustentável, segura e competitiva.
Segundo a organização, a conferência já ultrapassou os 3 mil delegados inscritos, provenientes de mais de 40 países e em representação de mais de 450 organizações.
A transição energética surge num contexto em que Angola procura conciliar as necessidades de desenvolvimento do país com as mudanças em curso no sistema energético mundial.
Durante os dois dias, empresas nacionais e internacionais, instituições públicas, representantes do sector financeiro e outros intervenientes da economia deverão discutir caminhos para garantir energia, reduzir emissões e tornar as cadeias de valor mais competitivas.
Para Luís Conde, director de projectos da Energy Capital & Power e responsável pela conferência, a transição energética é uma realidade que exige preparação, aprendizagem e capacidade de adaptação.
O responsável considera que, embora as grandes empresas internacionais já estejam a incorporar esta agenda nas suas estratégias, Angola continua a procurar alternativas que respondam às suas necessidades energéticas.
“A necessidade de desenvolver outras opções energéticas irá colocar-se mais cedo ou mais tarde”, afirma Luís Conde, defendendo uma abordagem gradual, sustentada pela evolução tecnológica e pela capacidade de adaptação do sector.
A segurança na indústria petrolífera e de gás será igualmente abordada na AOG 2026, com enfoque tanto na componente operacional como nas condições de trabalho.
De acordo com Luís Conde, o sector tem vindo a desenvolver normas destinadas a reduzir riscos e a proteger os trabalhadores.
“Este ano, pretendemos contribuir para a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas entre empresas e profissionais do sector e promover uma indústria mais profissional, segura e preparada para responder aos desafios futuros”, sublinha.
O reforço do conteúdo local será outro dos principais eixos da conferência. As sessões dedicadas ao tema vão analisar a participação das empresas angolanas na cadeia de fornecimento da indústria petrolífera e as condições necessárias para aumentar a sua capacidade operacional.
Luís Conde considera que esta será uma das áreas com maior presença no encontro, tendo em conta a evolução das empresas nacionais e o seu potencial para ampliar a participação nos mercados nacional e internacional.
O responsável sublinha que o impacto da indústria petrolífera vai além da exploração e produção de petróleo, abrangendo sectores como a banca, energia, indústria automóvel, alimentação, vestuário e prestação de serviços especializados.
A aproximação entre empresas nacionais e o sector financeiro também será incentivada, sobretudo para facilitar o acesso a financiamento, linhas de crédito e outros instrumentos que permitam reforçar a capacidade operacional das empresas angolanas.
A intenção, segundo a organização, é criar condições para que estas empresas possam concorrer no mercado e explorar, de forma progressiva, oportunidades de internacionalização.
A edição de 2026 conta com mais de 25 empresas expositoras e inclui nomes como Sonangol, TotalEnergies, Cabinda Refinery, Azule Energy, Chevron, ExxonMobil, Angola LNG, Banco Sol, BFA, ACREP, ETU Energies, BCS, Shell Trading & Shipping, Africa Finance Corporation e NOV.
A exposição contará ainda com tecnologias e soluções apresentadas por mais de 50 fornecedores de serviços e tecnologia.





