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Sismo deixa em pânico habitantes de Caconda Chicomba e Lubango

Um sismo que sacudiu nas primeiras horas de ontem as sedes municipais de Caconda, Chicomba e parte do município do Lubango, capital da província, concretamente na zona do Cristo-Rei, deixou em pânico os habitantes destas circunscrições do território nacional, bem como a evacuação de um edifício na cidade do Lubango

Jornal Opais por Jornal Opais
6 de Junho, 2024
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Na cidade do Lubango, capital da província da Huíla, o sismo com uma magnitude de 5,2 na escala de Richter, provocou a evacuação do edifício em que funciona a delegação provincial da Justiça.

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O tremor ocorreu depois das 9 horas e os ocupantes, na sua maioria funcionários da delegação provincial da Justiça e Direitos Humanos, abandonaram de imediato o edifício, tal como confirmam testemunhas.

No município de Caconda, a 220 quilómetros da cidade do Lubango, o sismo sentiu-se com mais impacto na sede municipal, concretamente no edifício da Administração Municipal, deixando em pânico os seus funcionários, sem no entanto causar quaisquer da dos.

Valdemar Ananás, funcionário da Administração Municipal de Caconda, disse que se apercebeu do tremor de terra por meio dos objectos que se encontravam na sua secretária. “Senti um arrepio enorme e uma ligeira tontura que quase perdi os sentidos, mas me concentrei. Estava no gabinete a trabalhar, por volta das 09h40, quando senti o computador a tremer e a mesa a chocalhar, a fazer barulho”, detalhou.

Acrescentou de seguida que “achei que fosse a colega que estivesse a mexer a mesa, mas de repente as pernas começaram a tremer. Foi uma coisa que nunca tinha visto”. Por seu lado, Tiago Raul, um outro funcionário da Administração Municipal da Caconda, disse que já tinha presenciado um tremor de terra no município de Caluquembe, mas com um impacto menor, relativamente ao registado ontem.

“Senti que a terra estava a mexer aqui mesmo nesta região de Caconda e fiquei assustado. Entramos em pânico e abandonamos a sala de reuniões em que nos encontrávamos. Foi muito mais forte em relação ao que presenciei antes em Caluquembe”, descreveu. Falta de equipamentos de identificação de zonas sísmicas Este fenómeno natural aconteceu, igualmente, na província do Namibe, onde acredita-se ter estado o epicentro do mesmo.

No entanto, a geóloga Diana Daniel, disse que é normal que as réplicas sejam sentidas na cidade do Lubango devido à proximidade geográfica. No entanto, a especialista alerta as autoridades competentes, concretamente o Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) a reforçar os seus equipamentos de modo a prever com mais exactidão os fenómenos sísmicos.

“Se o epicentro de acordo com o INAMET foi localizado no Namibe, torna-se o Namibe uma região que precisa de estudos e de um alerta à população ao redor, porque há uma propensão de que estes aba- los sísmicos venham a se repetir numa forma sequenciada”, frisou. Salientou que tal fenómeno pode causar determinados riscos.

Analisando o comunicado do INAMET que esclarece que tratou-se de um sismo de uma intensidade de 5,2, a nossa interlocutora considera ser uma intensidade alta, porque já conseguiu sentir e até algumas estruturas quebradas.

“É claro que poderemos sentir isso no Lubango nos próximos tempos. Isso é um estado de alerta, por isso, faço aqui um apelo ao Estado, concretamente ao próprio INAMET, que se distribuam mais equipamentos para medir propriamente a evolução destes abalos.

Destas ondas sísmicas”, frisou. Para a especialista, esta medida deve-se ao facto de existirem populações que terão de ser comunicadas e, se calhar, haver a necessidade de futuramente serem transferidas das zonas propensas a abalos nas próximas ocasiões. Ainda assim, Diana Daniel tranquiliza a população, apelando que não entrem em pânico, mas insiste que as autoridades competentes devem manter-se munidas de equipamentos capazes de prever com exactidão os eventos futuros.

“Não é um estado de alerta como tal, em que devemos estar, a ponto de querer sair da cidade do Lubango, mas é uma questão de as autoridades começarem a distribuir mais equipamentos por essas regiões que já estão a sentir estes abalos”, frisou.

Deste modo, no seu entender, o país terá estudos mais antecipa- dos sobre tais fenómenos, uma vez que precisa-se de alertar a população antes que o evento aconteça, ou pelo menos, algumas semanas antes para preparar as pessoas psicologicamente. Tal preparação poderá ter impacto também fisicamente, isso porque muitas vezes poderá requerer a deslocação, “como muitas vezes se dá em algumas partes do globo”.

Fonte: POR: João Katombela, na Huíla
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