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OPAÍS

MINSA confirma inexistência de caso de varíola do macaco em Angola

Jornal OpaisPor Jornal Opais
18 de Setembro, 2024
Em Sociedade
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Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
MINSA confirma inexistência de caso de varíola do macaco em Angola

MINSA confirma inexistência de caso de varíola do macaco em Angola O Ministério da Saúde emitiu recentemente um comunicado a acalmar a população e a desmentir o registo, em território nacional, de qualquer caso de Mpox ou Varíola do macaco, tal como se propala nas redes sociais

No comunicado que chegou à redacção do jornal OPAÍS, o Ministério da Saúde tomou conhecimento da circulação, nas redes sociais, de um vídeo com imagens de um alegado caso de Mpox, na província do Zaire, que gerou algum pânico no seio da população.

Trata-se de um paciente do sexo masculino, 46 anos de idade, nacionalidade angolana, com sinto- mas de lesões cutâneas (borbulhas) e febre, que deu entrada no Hospital Municipal do Cuimba e, posteriormente, transferido para o Hospital Provincial de Mbanza Kongo.

base no Plano Nacional e Contingência para o Controlo do Mpox, a equipa de resposta rápida daquela província iniciou a competente investigação, não tendo sido encontradas evidências clínicas da doença naquele caso.

A 11 de Setembro, foram enviadas as amostras do caso suspeito ao Laboratório do Instituto Nacional de Investigação em Saúde, tendo- se revelado negativa para o Vírus Mpox. Face a estas evidências clínicas e laboratoriais, o Ministério da Saúde reitera que Angola continua livre de casos da denominada Varíola do Macaco.

“A disseminação daquela informação foi de total desrespeito à ética e deontologia profissional e violação da privacidade do paciente.

Os sintomas da Varíola do Macaco podem ser confundidos com outras doenças caracterizadas por lesões cutâneas com ou sem febre”, sublinha.

Por essa razão, e face às evidências que esses vídeos tenham sido vazados por pessoas em contacto com o caso suspeito, o MINSA considera absolutamente irresponsável a disseminação fora dos canais oficialmente estabelecidos, de vídeos, fotografias, áudios, etc. que violam a privacidade dos doentes e que são contra o sigilo profissional.

“Tais actos, que ferem gravemente as boas práticas e procedimentos de atendimento de utentes hospitalares, merecerão doravante tolerância zero e serão passíveis dos procedimentos disciplinares e outros que se imponham, caso seja provado que foram protagonizados por funcionários em serviço nas unidades sanitárias”, lê-se no documento.

O MINSA mantém-se em alerta máxima e tudo está a fazer, ao nível individual e colectivo, para proteger o país e as suas populações desta doença que afecta 15 países africanos, incluindo dois, a RDC e a Zâmbia, que partilham uma extensa fronteira com Angola.

Para isso, mantém activo o Plano Nacional de Contingência para o Controlo da Varíola do Macaco, que orienta a aplicação de medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, das quais se destacam o reforço da vigilância epidemiológica e laboratorial, a investigação de casos suspeitos, o rastreamento dos contactos e a aplicação de medidas de isolamento e de biossegurança.

Entender para evitar o contágio

O Mpox manifesta-se através de febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, linfoa- denopatia (aumento dos gânglios linfáticos) e erupções cutâneas generalizadas (manchas, lesões ou bolhas na pele) ou lesões nas mucosas.

O período de incubação da doença varia de 5 a 21 dias. Transmite-se de pessoa a pessoa, por contacto próximo com secreções, com as lesões da pele de uma pessoa infectada, ou com objectos e superfícies contaminadas.

Atendendo a isso, o Ministério da Saúde reitera a orientação da observância das medidas de prevenção, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou desinfectar com álcool gel; não caçar nem comer a carne de macacos e roedores (ratos, camundongos, cambuíges e esquilos); evitar o contacto físico com pessoas que apresentem os sinais e sintomas acima referidos, bem como com materiais e utensílios por eles usados (vestuário, roupas de cama, toalhas, pratos, copos, talheres, etc.).

Consta ainda da lista de medidas o uso de luvas e roupas apropriadas durante o manuseio dos animais nos procedimentos de abate; e em caso de se detectar algum dos sintomas acima referenciados, devem dirigir-se imediatamente à unidade de saúde mais próxima.

O Ministério da Saúde mantém o compromisso de informar através dos canais oficiais sobre a situação epidemiológica desta doença no país.

E apela a todos, especial- mente os profissionais de saúde e outros cuja actividade laboral os ponha em contacto com casos suspeitos, que se abstenham de disseminar individualmente informações às quais tenham acesso, no quadro da ética, deontologia e sigilo profissional aos quais são obrigados.

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