Um ambiente poluído pelo odor da urina humana descreve a situação vivida por moradores e vendedores nos arredores de alguns mercados situados na província de Luanda. Não se trata de mercados com falta de WC, mas de muitos cidadãos que escolhem as paredes e becos ao redor para fugir de pagar a taxa de uso do balneário
A situação foi constatada pela nossa reportagem em diferentes pontos da cidade, com destaque para as imediações do Mercado dos Congolenses e algumas zonas do bairro Camama, onde moradores relatam um agravamento progressivo do problema nos últimos anos.
A investigação teve início após a circulação nas redes sociais de uma fotografia de uma parede conhecida pelos residentes como “parede do xixi”, no Mercado dos Congolenses, símbolo de uma prática que, segundo os moradores, representa um sério risco para a saúde pública e para a qualidade de vida das comunidades.
João Pereira, morador nas proximidades do Complexo Escolar Rainha Lueji, atribui o problema ao crescimento populacional da zona e à insuficiência de infraestruturas sanitárias.
“O bairro foi concebido para um número reduzido de habitantes, mas cresceu muito acima do previsto. Hoje, há mais pessoas e a procura por serviços básicos aumentou significativamente”, explicou.








