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Enteado morto à catanada por comer refeição do padrasto

Operacionais do comando municipal do Buco-Zau da Polícia Nacional, em Cabinda, detiveram, recentemente, o cidadão nacional Francisco Bumba Miranda, de 22 anos, acusado pelo crime de ofensas graves à integridade física, que culminou com a morte de Bernardo Muila Mavungo, de 34 anos

Jornal Opais por Jornal Opais
31 de Julho, 2024
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A ocorrência foi registada pelo piquete do comando municipal de Buco- Zau da Polícia Nacional no dia 24 do mês em curso, como crime de ofensas graves à integridade física, quando a vítima foi surpreendida na sua própria casa pelo acusado, tendo este desferido vários golpes de catana na cabeça, causando-lhe ferimentos graves.

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Bernardo Mavungo foi socorrido de imediato para o Hospital Municipal de Buco-Zau, onde veio a falecer na madrugada de Sexta- feira, 26 de Julho. O facto ocorreu no bairro Muele, na vila de Buco-Zau, quando o enteado da vítima, com quem coabitava, comeu, sem autorização, a refeição do padrasto que se achava na mesa.

Numa atitude de fúria, segundo conta a mulher do malogrado e mãe do jovem, Bernardo Ma vungo esbofeteou, com efeito, o enteado e este ao fugir da fúria do agressor, embateu a face contra a parede, causando-lhe hematomas no rosto.

Segundo contam testemunhas, depois de escapar das mãos do padrasto, o jovem dirigiu-se à casa dos familiares paternos, na aldeia do Cruzamento do Caio, alegando ter sido espancado de forma muito “selvática” pelo padrasto com uma surra de “partir os ossos”, exibindo, inclusive, o hematoma no rosto.

Movido por um sentimento de revolta e fúria, um dos tios, por sinal Francisco Bumba Miranda, pegou numa catana e, em companhia do sobrinho agredido, foi à casa da vítima tirar satisfação.

De acordo com o irmão do malogrado, Pascoal Monteiro, tão logo chegou, o acusado, que encontrou a vítima na cozinha a preparar outra refeição, desferiu imediatamente vários golpes de catana na cabeça, provocando-lhe lesões graves na zona craniana, tendo permanecido internado durante três dias no hospital municipal do Buco-Zau.

Na data dos factos, segundo as autoridades, o acusado, em fuga, se terá colocado em lugar incerto o que obrigou as forças polícias desencadear acções operativas que culminaram com a sua detenção na Sexta-feira, 26, tendo sido apresentado ao Ministério Público para procedimentos criminais.

Pelo sucedido, o Comando Provincial de Cabinda da Polícia Nacional repudia actos do género e exorta à população a privilegiar sempre o diálogo em circunstâncias como estas, evitando agressões que muitas vezes terminam de forma trágica.

Simulação de sequestro

O Departamento de Investigação de Ilícitos Penais em Cabinda de- teve, Segunda-feira, 29, três cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), em condição migratória irregular, com idades compreendidas entre 28 e 30 anos, no bairro A Resistência, por simulação de sequestro.

A acção ocorreu quando um dos implicados convidou dois dos seus comparsas a fim de simularem um sequestro como forma de pressionar a família de uma cidadã nacional a entregar a quantia de um milhão e 500 mil kwanzas, que serviria para o seu resgate. Para consumar o facto, os implicados gravaram um vídeo que terão enviado à irmã da vítima, bem como colocaram o mesmo a circular em várias plataformas digitais, sobretudo nos grupos de WhatsApp.

O facto preocupou os familiares da suposta vítima, que prontamente dirigiram-se ao piquete do DIIP para apresentar queixa e buscar ajuda da Polícia. Segundo as autoridades policiais, feitas as diligências necessárias, concluiu-se não se tratar, efectivamente, de um sequestro, mas apenas de uma simulação.

“Desencadearam-se acções que culminaram com a detenção dos implicados, já encaminhados ao Ministério Público para procedimentos subsequentes”, disse à imprensa o porta-voz da Polícia Nacional em Cabinda, inspector Marcos Cochito.

Polícia apreende armas

No âmbito do combate aos crimes com recurso a armas de fogo, o Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) desencadeou micro-operações nos bairros 4 de Fevereiro, Comandante Gika, A Resistência e 1.º de Maio que resultou no desmantelamento de uma oficina de fabrico de armas de fogo artesanais e a consequente apreensão de nove armas de tipo caçadeira não proibidas, mas sujeitas a regulamentação.

Na operação foram detidos 15 elementos supostamente implicados, com idades compreendidas entre 18 e 60 anos. A Polícia apreendeu ainda duas caixas de cartuchos, três catanas, quatro coronhas de madeira, nove canos de ferro, estupefacientes, vários electrodomésticos e 120 mil kwanzas, meios constituídos como matéria dos crimes.

Os implicados e os meios apreendidos foram encaminhados ao Serviço de Investigação Criminal para procedimentos subsequentes. As operações policiais ocorreram em resposta a algumas participações que se vinham registando nos últimos dias sobre roubos e furtos em residências e na via pública com recurso a armas de fogo do tipo caçadeira, cujas informações apontavam a participação de fabricantes destes meios que os “alugavam” aos marginais para acções criminosas.

Fonte: POR:Alberto Coelho, em Cabinda
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