A escolinha de futebol, criada em 2009 e que conta com um jogador no Petro de Luanda, enfrenta várias dificuldades, como falta de bolas, cones, entre outros materiais, o que coloca em risco o sonho de centenas de jovens atletas na zona da Sanzala, no bairro da Regedoria, no município “satélite” de Viana, em Luanda
Quem circula nas imediações do Mercado da Sanzala percebe a movimentação de dezenas de crianças e jovens adolescentes que se dirigem ao Campo dos Kilombo para aprender o ABC do futebol no Valente Sport.
No campo pelado, sem dimensões exigidas internacionalmente, os meninos, de forma entusiasmada, sob o olhar atento do treinador Paulo Kiluanje, trabalhavam os aspectos técnicos e tácticos, sem se importar com as dificuldades da escolinha.
Durante a reportagem deste jornal, foi visível notar no recinto dois bidons de vinte litros de água potável para os petizes saciarem a sede, mas o número reduzido de cones, coletes e bolas chamou a atenção pela negativa.
O outro aspecto que não passou despercebido à nossa reportagem é o facto de algumas pessoas circularem, ou seja, passarem pelo campo enquanto decorria a sessão de treinos.
Apesar de não atrapalhar os trabalhos da equipa técnica e dos jogadores, a direcção do Valente Sport está a envidar esforços para ultrapassar a situação junto da administração municipal, que é a detentora do campo.
Ainda assim, os treinadores mantêm o foco, de segunda a sexta-feira, em regime bi-diário, que é formar atletas e futuros homens para sociedade, como revela o treinador Paulo Kiluanje, de 35 anos.
Paulo Kiluanje, que tem formação na área, fez saber que o sentimento de treinar meninos com enormes talentos é espectacular, tendo acrescentado que faz isso com muita paixão. “A dificuldade de trabalhar aqui no clube existe, porque temos doze bolas e noventa e cinco coletes para 150 atletas. Assim é complicado formar”, lamentou o técnico.









