A Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundacit) financiou, em 2025, um total de 151 projectos científicos, num investimento global equivalente a aproximadamente dois milhões e meio de dólares
O montante representa mais de 95% do desembolso inicial previsto no âmbito do primeiro pacote de financiamento à ciência promovido pela instituição, sendo que prevê ainda, neste ano, o lançamento de quatro novos concursos para apoiar a criação e qualificação de revistas científicas nacionais O primeiro pacote de financiamento da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundacit) contemplou três editais e atingiu 93% de execução em 2025, reforçando a aposta na investigação e inovação, com a aplicação de mais de dois milhões de dólares em 151 projectos científicos.
Os dados foram apresentados por Tatiana Gonçalves, chefe do Departamento de Administração e Serviços Gerais, à margem de uma conferência de imprensa realizada pela Fundacit. Segundo a responsável, o primeiro pacote incluiu três editais que, no seu conjunto, receberam 99 candidaturas provenientes de instituições de investigação e desenvolvimento, maioritariamente ligadas ao ensino superior e distribuídas por todo o território nacional.
Dos processos avaliados, foram aprovadas 166 candidaturas (83%), registando-se quatro desistências e 162 projectos contratualizados. Deste universo, 151 projectos, equivalentes a 93%, receberam financiamento em 2025 e encontram-se em fase de execução, aguardando a apresentação de relatórios de progresso para o desembolso da segunda e última tranche.
O Edital 1 destinou-se ao financiamento de projectos de investigação científica liderados por mestres ou doutorandos. O Edital 2 apoiou projectos liderados por doutorados (PhD), com Tecto de Execução de Despesas (TED) superior ao anterior.
Já o Edital 3 foi direccionado ao fomento institucional, com o objectivo de reforçar a capacidade científica das instituições de investigação e desenvolvimento, incluindo a aquisição de equipamentos laboratoriais. Desde o final do ano passado, está em curso o segundo pacote de financiamento, que contempla a republicação dos três editais anteriores e prevê ainda o lançamento de quatro novos concursos.
Estes serão orientados para apoiar a criação e qualificação de revistas científicas nacionais, a participaão em eventos científicos, a publicação de livros e capítulos técnico-científicos, bem como artigos em revistas de acesso aberto.
Entre os principais desafios apontados por Tatiana Gonçalves, destacam-se a necessidade de publicar os editais em datas previsíveis, reduzir o tempo entre a candidatura e o início do financiamento e assegurar uma monitorização técnico-financeira eficaz dos contratos em execução.
Outro objectivo estratégico passa por garantir que a ciência financiada pelo Estado produza resultados com mérito científico e impacto no crescimento económico, na diversificação da economia e no desenvolvimento humano em Angola.








