A retenção de dez cadeiras de rodas e equipamentos desportivos destinados à Associação Provincial do Desporto Adaptado de Cabinda inviabilizou a realização do provincial que estava agendado para o princípio deste mês.
A informação foi passada pelo secretário-geral da Associação Provincial do Desporto Adaptado de Cabinda, Pedro Bimona, em entrevista à Rádio 5.
O responsável pela classe, na província mais a Norte do país, referiu que a Associação tem escassez de equipamentos adequados, principalmente de cadeiras de rodas, dispondo actualmente de apenas cinco operacionais.
Pedro Bimona enfatizou também que a falta destes meios tem dificultado a preparação do conjunto local, actual vice-campeão nacional, Misto de Cabinda.
Segundo o responsável, a equipa previa participar da competição e depois rumar ao Campeonato Nacional, inicialmente agendado para Setembro, no Complexo Desportivo José Armando Sayovo, no Bengo. “Os nossos adversários directos já receberam o material. Vamos ter de trabalhar apenas com as cinco cadeiras disponíveis e ver se conseguimos participar do torneio”.
Acrescentou António da Luz, secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano (CPA), por sua vez, assegurou que, desde o mês de Junho último, o processo de envio do primeiro lote destinado à província setentrional já está em andamento.
Disse que o pacote contempla dez cadeiras de rodas de basquetebol, um computador com a respectiva infra-estrutura tecnológica, quatro bolas regulamentares e uma moto de três rodas.
Explicou que a especificidade geográfica de Cabinda impediu o envio por transporte terrestre, modalidade utilizada pelo CPA para entregar material directamente em províncias como Benguela, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Malanje, Uíge e Bié.
“Para Cabinda, o transporte está a ser efectuado por via marítima, o que exigiu um processo documental e aduaneiro mais rigoroso, incluindo certidões do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA) e facturação oficial”, referenciou.
Paralelamente, o Governo Provincial de Cabinda manifestou disponibilidade para assumir o desalfandegamento e transporte final do equipamento, processo que se encontra na fase de despacho oficial.
António da Luz assegurou que, caso ocorra qualquer contratempo na via governamental, o CPA activará de imediato o plano alternativo directo através das agências marítimas contratadas.





