O atleta de motocross Erikson Carvalho, rosto da modalidade na província da Huíla, abordou em entrevista a este jornal sobre sua trajectória no desporto de rodas e fez uma análise crítica do estado actual do motociclismo no país
Natural da província da Huíla, Erikson Carvalho começou a alimentar a paixão pelo moto- cross ainda criança, aos sete anos de idade, quando assistia às provas protagonizadas por pilotos como Jorginho e Vuti, que competiam regularmente na cidade do Lubango.
O contacto visual com aquelas corridas despertou um fascínio precoce pelas motorizadas, paixão que se manteve viva ao longo dos anos, mesmo sem condições imediatas para a prática competitiva da modalidade. Apesar do entusiasmo infantil, a entrada efectiva no motociclismo aconteceu apenas mais tarde, já na juventude, contrariando o percurso habitual de muitos atletas que iniciam a carreira ainda na adolescência.
Erikson Carvalho deu os primeiros passos formais em 2009, quando adquiriu a sua primeira moto de duas rodas, uma CRF 230, marco decisivo que o aproximou definitivamente do motociclismo competitivo. Na ausência de infra-estruturas adequadas, participou na criação de uma pequena pista improvisada na cidade do Cristo Rei, onde, em conjunto com outros praticantes, passou a treinar motocross e, de forma particular, a modalidade de moto4.
POR: Kiameso Pedro









