O presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, disse na cidade do Lubango, capital da província da Huíla, que a falta de divisas em Angola, tem vindo a inviabiliza a contratação de jogadores internacionais de alto nível, o que contribui, para além de outros problemas internos para fraca participação nas competições africana
Em entrevista prestada no último sábado ao OPAÍS e à Rádio Nacional de Angola (RNA), Bento Kangamba, disse que o seu clube, que foi eliminado na última eliminatória da Taça da Confederação, no Estádio FNB (Soccer City), em Joanesburgo, capital sulafricana frente ao Kaizer Chiefs, continua com os mesmos objectivos, ou seja, regressar às provas da CAF.
Para alcançar esta pretensão, o líder da turma do bairro Palanca fez saber que é importante alcançar os melhores lugares no Girabola. “Estamos num país muito diferente daquele que foi há dez ou onze anos.
Naqueles anos, se eu quisesse comprar um jogador em qualquer parte do mundo pagava 50 mil dólares e o atleta vinha. Prova disso, é a disputa que houve entre o Porto e Kabuscorp em relação ao Meyong, porque naquele tempo a lei cambial do país nos facilitava.
Angola tinha dólares, agora é preciso saber que temos dificuldades de dólares, só para se ter uma ideia, para se ter um jogador estrangeiro de qualidade, são necessários cerca de 100 mil dólares” disse. Para Bento Kangamba, o Girabola, não é o objetivo principal do seu clube, apesar desta competição constituir o passaporte para as provas africanas.
“O nosso objectivo não é só ganhar a taça do Girabola que não tem lá nada, a nossa meta é ir às competições africanas para mostrar o nosso nome e nossa equipa como nós fomos no ano passado. Fomos eliminados, mas toda a gente fala bem de nós a nível de África”, disse.
Por: João Katombela, na Huíla









