OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 23 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Sam Mangwana apela ao resgate da rumba no seio da juventude artística

Bernardo Pires por Bernardo Pires
27 de Outubro, 2025
Em Cultura, Em Cartaz

O músico e instrumentista Sam Mangwana, que foi recentemente condecorado pelo Presidente da República, apelou ontem à necessidade de se resgatar a rumba angolana e torná-la cada vez mais presente no cenário artístico nacional, sobretudo no seio dos jovens artistas

Poderão também interessar-lhe...

Estudantes Universitários beneficiam de Masterclass sobre cinema e audiovisual

Vencedores do desfile provincial do Uíge recebem prémios

Falta de apoio financeiro condiciona realização de actividades culturais do “Litteragris”

Sam Mangwana, que foi o anfitrião da terceira edição do Caldo do Poeira, realizado no último Domingo,26, no espaço Prova D’Arte, no Miramar, em Luanda, considerou importantíssimo que se mantenham vivos e bem conservados os ritmos que fazem parte da história de Angola, com referência para a rumba, do qual afirma terem nascido a maioria dos estilos musicais populares angolanos.

Durante a sua intervenção, o icônico artista da rumba internacional alertou que o estilo pode desaparecer se continuar a ser “ignorado” pelos jovens artistas, considerando ser fundamental que se torne a rumba num estilo mais presente no musical nacional.

“Eu aconselho as novas gerações a olharem mais àquilo que são os estilos africanos para sermos diferentes e especiais no mundo. Se a nossa juventude continuar a copiar aquilo que é do ocidente ou da América não terá um bom caminho e não deixar história como nós mais velhos estamos a deixar”, recomendou o artista de 80 anos de idade.

Mangwana sublinhou a importância de o artista construir um legado que sirva de inspiração para as próximas gerações, tendo afirmado que um verdadeiro artista não deve apenas focarse em animar o público, mas deve deixar mensagens que possam levar as pessoas a reflectirem e o poderem lembrar mesmo quando este já não estiver vivo.

Para si, a música é a forma mais viável que encontrou para se comunicar com mundo e sente-se muito feliz e realizado cada vez que soube ao palco e vê as pessoas a vibrarem com a sua musicalidade.

“Na vida a pessoa nasce, começa a engatinhar, cresce, trabalha e no fim, antes de partir desse mundo, se a pessoa começa a ser reconhecido por aquilo que faz, é uma grande alegria. Estou feliz por todo este reconhecimento”, expressou o artista diante do público que o aplaudia em pé, com assobios e aplausos eufóricos.

Concerto repleto de nostalgia

O concerto, que marcou a terceira edição da nova roupagem do “Caldo do Poeira”, arrancou por volta das 11 horas da manhã, com o artista Júlio Gil a fazer as honras da casa com três musicais que homenagearam Manuel de Oliveira, uma referência da música angolana. Subiu depois Camacho que encarnou Cajó Pimenta em “muzineidi óh Kidi”, Buarque, em “calunga nguma” e Dominguinho em “nfuma”.

Passaram ainda pelo palco artistas como Mandy Star, que interpretou Diana Spray e Ngoma Jazz, Beth Coelho que reviveu os sucessos de Lourdes Vandúnem e Nany e Legalize trouxe Urbano de Castro em “rumbanegra” e “gajajeir”, Óscar Neves em “Joaquim Mbolombolo” e tabora Guedes em “Jack rumba”.

Público vibrante e eufórico

Quando relógio passava já das 15 e um quatro, eis que o concerto ganhou mais vida e sonoridade com a figura máxima do evento a subir ao palco. Na plateia, eram visíveis as expectativas e emoções nos presentes que logo de imediato “invadiram” a pista e a ala frontal do palco para filmar, dançar, cantar, assobiar e aplaudir cada vez mais perto de Sam Mangwana.

Em palco, Sam Mangwana recordou os anos de glória da sua carreira, levando o público a viajar na sua sonoridade inconfundível, trazendo temas que marcaram diferentes gerações da música africana.

Presente no evento, o actual secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA), Lopito Feijó, destacou a grandeza artística de Sam Mangwana e sublinhou a necessidade de se difundir a rumba enquanto estilo que está intrinsecamente ligada à história do país. “Mangwana é um artista que dispensa apresentações, é um ícone da música africana, é uma biblioteca viva e estar aqui para ouvilo é muito satisfatório para mim”, disse o escritor.

Quem também enalteceu a iniciativa da Rádio Nacional em incentivar a promoção da rumba angolana e trazer em palco um ícone daquele estilo musical foi o artista Migg, que além de considerar positiva, reforçou o apelo aos jovens artistas para apostarem também na rumba como estilo musical de raiz africana.

“A rumba é um estilo oriundo de África, apesar de serem os latino-americanos quem a conservam e difundem melhor actualmente, o estilo nasceu aqui em África e é nossa obrigação nós artistas africanos, sobretudo os jovens, apostarem mais neste como faz o Congo Democrático e os Camarões”, apelou o artista. Nesta que foi a sua participação inédita no Caldo do Poeira, Sam Mangwana abriu o seu momento com “morena” e depois “pátria querida”.

Visitou ainda Kinshasa com “felicite” e “lubamba” e fechou a actuação com “Tio António”, música que levou o público a vibrar no meio da roda, com Aminata Goubel a comandar a caravana da plateia. Entre os presentes, a opinião era unânime: Mangwana continua a ser um show man em palco e uma biblioteca viva da música africana.

De sublinhar que o mesmo foi condecorado no último Sábado, 25, pelo Presidente da República, no encerramento da 7ª cerimônia de condecorações, no âmbito das celebrações dos 50 anos de independência nacional.

Bernardo Pires

Bernardo Pires

Recomendado Para Si

Estudantes Universitários beneficiam de Masterclass sobre cinema e audiovisual

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

A Universidade Metropolitana de Angola (IMETRO) acolheu, recentemente, aulas de masterclass “Um Cinema Sem Câmara”, conduzida pelo cineasta Justino Carvalho,...

Ler maisDetails

Vencedores do desfile provincial do Uíge recebem prémios

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

Seis grupos vencedores das classes A e B da edição 2026 do Carnaval da província do Uíge receberam, nesta quinta-feira,...

Ler maisDetails

Falta de apoio financeiro condiciona realização de actividades culturais do “Litteragris”

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

O Movimento Literário Litteragris, fundado a 17 de Outubro de 2015, no município de Viana, em Luanda, por um grupo...

Ler maisDetails

CARNAVAL DE LUANDA: Tradição e inovação dominam 48ª edição do Entrudo

por Bernardo Pires
20 de Fevereiro, 2026

Realizado entre 14 e 16 do mês em curso, a 48ª edição do Carnaval de Luanda ficou, de uma forma...

Ler maisDetails

CARTA DO LEITOR: Perdição na periferia de Luanda

23 de Fevereiro, 2026

É de hoje… Activismo mercantilista

23 de Fevereiro, 2026

Turismo no Cuanza-Sul

23 de Fevereiro, 2026

Estádio Nacional “Daniel Cassoma Lutucuta” será inaugurado nesta Quinta-feira

23 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Condições

  • Termos & Condições
  • Politica de Cookies
  • Política de Privacidade

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.