De visita a Angola a convite da organização da V edição do Pré-Festival Internacional de Cinema Documental (DOC-Luanda), Rui Machado, director da Cinemateca-Museu do Cinema de Portugal, quer, com a sua experiência e visão, ajudar a alavancar o acervo cinematográfico angolano enquanto património histórico-cultural. Em entrevista exclusiva ao OPAÍS, falou sobre a sua vasta experiência na área do cinema, o seu ponto de vista sobre o cinema angolano, os avanços, bem como os projectos para alavancar as boas relações entre as duas instituições
Está em Angola para consumar a assinatura de um protocolo entre a Cinemateca portuguesa e a ANICC. Qual é a finalidade deste protoloco e o que se pode esperar do mesmo?
É um acordo genérico, não tem nada de concreto. Mas acho que, a partir desse acordo, estão cria das condições para começarmos a trabalhar em conjunto em alguns aspectos.
Quais aspectos?
Na capacitação, eventualmente até na programação conjunta de ciclos em Lisboa e em Luan da, por exemplo, na troca de experiências, acho que é a grande novidade que trago. Qual é a experiência que traz do cinema em Portugal para ajudar a alavancar o cinema angolano? A minha experiência é mais voltada para a área do arquivo, ou seja, toda a minha vida foi na área do cinema.
O trabalho que vamos desenvolver está muito ligado à preservação, conservação e também à divulgação do património, refiro-me ao cine ma enquanto património.
A Cinemateca existe para mostrar o cinema enquanto património, não existe para mostrar aquilo que as outras salas mostram. E, nesse sentido, acho que a Cinemateca pode partilhar alguma experiência, alguns conhecimentos, e também esperar que, da Cinemateca de Angola, venham também esses conhecimentos e experiências.









