A Casa das Artes, em Talatona, acolhe, de hoje a Domingo, a estreia da nova roupagem da peça teatral “Monólogos da Vagina”, agora adaptada numa versão mais próxima do contexto angolano
Dirigida pela habitual Sophia Buta, O espectáculo aborda sexualidade, identidade, essência e empoderamento feminino com o objectivo de entreter, educar, e conscientizar a sociedade sobre o valor da mulher na sociedade nas suas mais variadas dimensões.
Inspirada no texto original da escritora e dramaturga norte-americana, Eve Ensler (estreada em 1966), a peça é uma adaptação ao contexto angolano que busca narrarar as vivências e complexidades do universo feminino, o mesmo tempo que reflecte as preocupações e lutas enfrentadas por mulheres nas diferentes fases de suas vidas.
A peça junta seis actrizes de diferentes gerações que contracenam paralelamente, cada uma incor porando uma fase e/ou contexto específico que faz parte do uni verso feminino e as suas singularidades. No mesmo palco, Dycla Burity, Whitney Shikongo, Elsa Cristi na, Eliane Silva, Slávia dos Santos e a veterana Yolanda Viegas vão levar o público a viajar no vasto e inesgotável universo feminino, explorando as particularidades de cada etapa deste rico e imensurável cosmo. Em declarações a este jornal, ao fazer uma antevisão da nova adaptação do espectáculo, Sophia Buco disse que, desta vez, a peça está muito mais próxima
daquilo que é a realidade das mulheres no contexto angola no e busca abordar temas que vão desde a primeira menstruação (na fase da adolescência) às vivências no lar enquanto esposa e chefe de família. “Esta adaptação está muito mais fiel àquilo que é a nossa realidade, o nosso dia-a-dia.
Falamos, por exemplo, da menarca, que é a primeira menstruação, e nós procuramos trazer uma abordagem muito mais ligada à nossa realidade sóciocultural”, explicou a directora. Sublinhou que, nesta nova roupagem, a peça tem um caris muito mais feminino, desde a sua concepção, produção e encenação, referindo que é uma peça “feita por mulheres e para as mulheres”.
Prevenção da violência contra a mulher
Mais do que entreter, o espectáculo é tido como um encontro de diálogo e intercâmbio entre mulheres e outros actores da sociedade para descortinar os vá rios “tabus” em torno do uni verso feminino. Sophia Buco referiu ainda que a peça procura abordar temáticas relacionadas com a sexualidade, amor-próprio, auto-aceitação, estigmas, preconceitos e histórias reais sobre o universo feminino.









