O director-geral do Palácio de Ferro, João Vigário, assegurou que no corrente ano será dado maior enfoque às actividades formativas nas diferentes disciplinas artísticas existentes, cuja organização será anunciada brevemente. O responsável admitiu ainda a intenção de contribuir para o aumento da literacia das agências culturais criativas, reforçando o papel do Palácio de Ferro como uma casa de promoção e massificação cultural, dando continuidade ao processo de formalização das acções culturais
Segundo o responsável, em conferência de imprensa realizada no auditório da instituição recentemente, o presente ano será de consolidação da agenda cultural que a instituição tem vindo a desenvolver, de modo a dar resposta às inúmeras solicitações recebidas no ano anterior e construir uma agenda mais nacional e inclusiva, que contemple as diferentes disciplinas artísticas e culturais.
“O ano de 2026 será de consolidação da agenda cultural que a instituição tem vindo a desenvolver, com a introdução de uma ou outra novidade. Não faz sentido acrescentar, todos os anos, um elevado número de novas iniciativas, sendo mais eficaz consolidar as já existentes.
Temos de alguma forma de fazer este casamento entre a criação instintiva e aquilo que são as métricas mais formais no que diz respeito às artes”, destacou. Entre as novidades, ressaltou o projecto Makotas no Palácio de Ferro, que passa a integrar as rubricas do corrente ano.
A atenção estará, igualmente, voltada para o reforço das actividades formativas, com maior esforço na realização de eventos que valorizem a identidade linguística, com especial enfoque em acções dirigidas às crianças. Está ainda prevista a revitalização da grelha de programas para os Kandengues no Palácio de Ferro, o regresso do Festival de Sinfonia, do Festival Balumuka, do Festival Mocco, entre outras das catorze rubricas já existentes.
“Vamos certamente ter outras actividades e projectos que ainda estão em fase de preparação”, afirmou. João Vigário referiu também que uma das principais dificuldades da instituição prende-se com a incapacidade de acolher todas as solicitações para ocupação do espaço, devido à limitação da agenda, à qualidade dos projectos apresentados e a outros constrangimentos.
Destacou ainda o apoio de alguns parceiros, não em financiamento directo, mas na cobertura de diversas necessidades operacionais.Segundo explicou, os eventos realizados precisam gerar receitas que permitam sustentar as despesas de funcionamento do espaço.
Balanço positivo de 2025 Durante a conferência, foi igualmente feito o balanço das actividades realizadas em 2025, um ano considerado desafiante, mas bastante produtivo. Ao longo do período, foram realizados mais de duzentos eventos, totalizando 275 acções concretas.
Mais de mil artistas participaram nas actividades culturais, com um público estimado em cerca de cinco mil pessoas e um somatório global de aproximadamente 57 mil participantes. Estes números, segundo o director-geral, demonstram que 2025 foi “um ano muito positivo” para o Palácio de Ferro.









