Situada no município do Bailundo, província do Huambo, a Biblioteca Comunitária da Nganja afirma-se como um dos poucos espaços de leitura e aprendizagem regular na região. Mesmo perante a falta de energia eléctrica e a escassez de livros, o projecto continua a resistir e acolhe, três vezes por semana, dezenas de crianças e jovens que ali procuram conhecimento e cultivam o hábito da leitura
É de manhã que tudo começa. Enquanto muitos pais seguem para as lavras em busca do sustento diário, os filhos mais velhos ficam com a responsabilidade de cuidar dos mais novos.
Trata-se de uma realidade muito diferente da vivida por muitas crianças e adolescentes das zonas urbanas. É neste contexto que a biblioteca ganha vida. Localizada no Parque Ecológico da Nganja, termo que significa caneca ou cabaça em português, numa zona periférica e distante da sede municipal, tendo a iniciativa nascido da própria comunidade e para a comunidade.
O espaço abre três vezes por se mana, às segundas, quartas e sextas-feiras, e recebe, em média, cerca de 30 beneficiários por dia. Apesar de a maioria dos frequenta dores ser constituída por crianças e adolescentes, com idades compreendidas entre os seis meses e os 17 anos, há também jovens, embora a sua presença seja menos regular. Na biblioteca, muitos adolescentes chegam acompanhados dos irmãos mais novos, evitando deixá-los sozinhos em casa.








