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Nefwani Júnior retrata ancestralidade do Reino do Kongo em obras de arte

Numa viagem contra o tempo, o artista diz que visita os seus Bankulu (antepassados), através do nosso passado histórico, trazendo para esta exposição elementos que desconhecidos por muitos angolanos

Augusto Nunes por Augusto Nunes
23 de Julho, 2024
Em Cultura, Em Cartaz

“Luyindwilu Lwa Ntotila – Memorial Mvita a Nkanga” é o título da mais recente exposição do artista plástico, crítico de arte e curador Nefwani Júnior, patente na Galeria da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP).

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A colecção, cuja preparação durou 30 dias, reúne elementos visuais em pintura, instalação, performance e happening, encerrando o ciclo expositivo realizado, no âmbito do Festival Ntwala Oh Yeah.

A mostra conta com a curadoria do artista Lubanzadyo e assistência de Kindala. Segundo apurou o jornal OPAÍS, trata-se de um trabalho do qual Nefwani Júnior procura aliar o nosso passado histórico à sua produção artística, buscando um tema relacionado à história dos nossos ancestrais, às resistências à invasão das suas terras, às grandes batalhas enfrentadas, ao legado de resistência, às ideias de autodeterminação dos povos, e soberania, de acordo com a ordem ancestral.

“É uma contextualização histórica sobre os nossos povos, a espiritualidade, os lugares, os momentos e acontecimentos que o artista decidiu partilhar com o público naquele espaço expositivo”, descreve o autor em declarações ao jornal OPAÍS.

Nefwani Júnior salientou que, nesta viagem, realizada até ao ano 1661, encontrou um Ntotila, Mwene Ntinu, ou Mfumu no Império Bakongo, edilidade que, à semelhança do seu antecessor, teve como foco a expulsão dos invasores portugueses e missionários (que alega que inicialmente estiveram disfarçados de amigos) na Região Kongo.

“Liguei mais uma vez a minha máquina do tempo e parti para mais uma viagem contra o relógio, em visita aos meus Bankulu (antepassados), através do nosso passado histórico”, sustentou.

Regresso a 1620

O artista recordou que, desde 1620, Kongo e Portugal estiveram em constante estado de guerra, com intervalos ocorrendo após vitórias dos Bakongo.

Quanto à ideia da criação de transportar esta ilustre figura histórica para esta exposição, Nefwani Júnior referiu que se socorreu a uma pesquisa na internet, lendo vários artigos sobre os reis do Kongo e as batalhas por eles enfrentadas, “visualizando várias”, de igual modo as gravuras antigas sobre o Kongo.

Nefwani explicou que o processo criativo desta exposição o levou também a uma consulta de livros, tendo, a partir daí, iniciado a recriação das informações seleccionadas.

O artista salientou que, para o processo de produção para materialização das obras, usou a combinação de vários materiais, como papel ou cartão ondulado, tecidos, nzimbo (concha), tinta de óleo, tinta acrílica, cola branca, cola patex, metais, resinas, madeira, objectos diversos, e outros.

“Foi muito bom eu ter conseguido despertar o interesse do público no tema que muitos desconheciam, e conversamos bastante sobre as obras apresentadas”, justificou.

Victórias militares depois de quase 30 anos de declínio

O artista recordou igualmente que, após quase 30 anos de declínio, face às vitórias militares Bakongo, Mbundu e holandesas, os “invasores portugueses retomaram a sua posse colonial em Luanda”.

Questionado quanto ao impacto desta colecção no seio dos estudantes e apreciadores das Artes Visuais, Nefwani disse que a obra está a despertar a atenção dos visitantes pela história que encerra e pela forma como foi concebida.

Nefwani realçou que, como artista, esta foi a sua primeira apresentação do ano e, como curador e produtor, trabalhou na exposição do artista Maiomina Vua e no Mbangu a Kileke OPEN STUDIO.

“Aceitei o desafio e comecei logo a trabalhar tanto na ideia, como na materialização da obra. Senti a valorização do meu trabalho e sinto-me ainda melhor por ter conseguido apresentar a exposição seguindo a programação do festival, que foi mesmo um grande desafio para mim desde que recebi a confirmação da aceitação da minha candidatura”, sublinhou Nefwani.

O artista admitiu que, na altura em que concebia as obras, percebeu que ninguém conseguia entender o tipo de trabalho que estava a fazer, incluindo o pessoal da produção do festival e, só mais tarde, foi entrando dentro do assunto e, assim, calmamente, iniciouse a performance com alguns minutos em silêncio total em memória ao Ntotila Mvita a Nkanga.

“No princípio, percebi que ninguém conseguia entender o que eu estava fazer, mesmo o pessoal da produção do festival.

Só mais tarde, foram entrando dentro do assunto e, calmamente, comecei a performance com alguns minutos em silêncio total em memória ao Ntotila Mvita a Nkanga”, salientou.

Augusto Nunes

Augusto Nunes

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