Respeitar e valorizar os ganhos da batalha do Cuito Cuanavale e preservar a memória daqueles que deram a vida e suor nestes conflitos é um dever patriótico e de cidadania que todo o angolano deve fazer. Foi o que defendeu o ministro da Cultura, Filipe Zau, durante o ciclo de conferência sobre a “Batalha de Cuito Cuanavale”, realizado nesta Quinta-feira, 09, no Arquivo Nacional de Angola, em Luanda
Ao fazer o discurso de abertura do ciclo, Filipe Zau ressaltou que preservação e o respeito a memórias daqueles de deram a vida pela soberania do país não é um dever meramente político ou militar, mas um acto de respeito e integridade da própria pessoa enquanto cidadão que ama e tem orgulho pela sua pátria.
O governante sublinhou que é dever de todo o cidadão conhecer ou procurar conhecer a história da sua Nação, valorizar as conquistas para saber direcionar-se a si mesmo num caminho digno e próspero para si e para a sua Nação.
Ressaltou haver uma necessidade de as gerações mais novas irem ao encontro da história e da verdade para que esta informação os ajude a clarificar as ideias e compreender a realidade da nação da qual eles fazem parte, sem precisar de compará-la a realidades alheias. “Eu penso que esta informação
concorre, às vezes, para a eleva ção da sua auto-estima e do orgu lho patriótico, porque, por vezes, os mais novos têm a ideia de que tudo está mal e não se preocupam em aprender a história para saber como era, como foi e onde chega mos”, destacou o governante.
Filipe Zau recomenda que se tenha um olhar mais observador e detalhista sobre a realidade que nos rodeia sem desprimor daquilo que é a história para melhor compreensão da situação actual.
No seu entender, fica difícil uma geração saber definir caminhos certos para o seu futuro se não se preocupa em aprender sobre o seu passado porque “é precisamente este passado, esta história, que vai ajudar a identificar quem nós somos, de onde viemos e para onde estamos a ir”.
Numa iniciativa do Arquivo Nacional de Angola (ANA), o ciclo de conferências deu-se em alusão ao “Dia da Libertação da África Austral” (23 de Março) e ao “Dia da Paz e Reconciliação Nacional (4 de Abril). O evento juntou académicos, entidades militares, governantes, agentes culturais, estudantes, entidades religiosas e membros da sociedade civil na sala de conferências do ANA.









