BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Dom, 25 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Livro “Ulembi-Escravo”, de Aníbal Simões, explora resistência e resgata a cultura nacional

Maria Custodiapor Maria Custodia
13 de Janeiro, 2025
Em Cultura, Em Cartaz
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Livro “Ulembi-Escravo”, de Aníbal Simões, explora resistência  e resgata a cultura nacional

O escritor angolano Aníbal Simões lançou, recentemente, o seu livro Ulembi-Escravo, na Universidade Católica de Angola (UCAN), uma obra que mistura ficção e história para reflectir sobre o sofrimento e a resistência dos negros durante a escravidão. Com mais de 340 páginas, o romance histórico é uma rica contribuição para a literatura angolana, além de representar um resgate de valores culturais e identitários do país

O título da obra, Ulembe, vem da língua Umbundu e significa “chuva que dura o dia inteiro”, um símbolo de resistência, resiliência e perseverança. O romance é marcado por uma narrativa que, embora fictícia, é inspirada em factos reais, incluindo histórias contadas pela avó do autor, Rebeca Sole, em suas longas conversas ao redor da fogueira.

A história segue o jovem Ulembi, um rapaz da aldeia de Halavala, situada antes da existência do município de Bailundo. Ulembi se apaixona pela princesa do rei Ndulu, mas, na época, para um jovem se relacionar com a filha de um rei, era necessário cumprir certos rituais tradicionais da região, os quais não seguiu.

Quando a família real descobre o romance, reage com raiva e faz com que Ulembi seja preso. O jovem é enviado em uma caravana para Benguela, onde descobre que foi condenado à escravidão.

Quando percebe a gravidade de sua situação, tenta escapar para o Reino da Matamba, onde conhece a rainha Nzinga Mbande. No entanto, sua fuga é frustrada e acaba sendo levado para as Américas, onde passará o resto de sua vida como escravo.

Processo de escrita e a reflexão

O autor dedicou cerca de sete anos para escrever Ulembe-Escravo, um trabalho que envolveu intensa pesquisa histórica, além de uma forte carga emocional. Simões explicou que o livro não é apenas uma história de sofrimento, mas também de força e identidade.

Ao escrever, procurou dar voz aos negros que foram silenciados pela história, revelando não apenas os horrores da escravidão, mas também a resistência e a coragem que marcaram a trajetória dos escravizados.

O autor também destacou a importância de abordar a escravidão de uma perspectiva interna, ou seja, a partir da visão dos angolanos e africanos, em vez de seguir a abordagem frequentemente ocidentalizada do tema.

“Queria escrever um livro que contasse a história de um escravo, com ele próprio como o narrador de sua própria dor e luta”, afirmou Simões, tendo ainda comentado que, ao longo do processo, foi necessário mergulhar nas emoções e nas experiências psicológicas dos escravizados, o que, por vezes, o levou a se sentir profundamente deprimido.

Inspiração e fontes históricas
A inspiração para a obra veio, em grande parte, dos relatos de sua avó materna, Rebeca Sole, que compartilhava histórias sobre a vida em Halavala e sobre um jovem que, mais tarde, inspiraria a figura de Ulembi.

Essas memórias foram fundamentais na construção do enredo, mas Simões também complementou os relatos familiares com uma pesquisa aprofundada sobre as caravanas de escravizados e as práticas culturais do povo Ovimbundu, de onde ele descende.

Simões explicou que, no contexto da sociedade tradicional angolana, os idosos geralmente terminam seus dias na casa de uma das filhas, o que teve um grande impacto em sua formação cultural e literária.

Sua convivência com sua avó foi um marco, pois transmitiu uma rica herança cultural, contada em detalhes nas longas noites de conversa à beira da fogueira.

Recepção da obra e planos de distribuição Pelo seu conteúdo, o lançamento do livro foi bem recebido tanto por leitores quanto por personalidades da literatura angolana.

O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA), David Capelenguela, afirmou que UlembeEscravo é mais uma grande contribuição para a literatura do país.

Referiu que, a obra representa um importante manancial cultural e literário e elogiou o autor por abordar um tema tão relevante, especialmente considerando os 50 anos de independência de Angola.

Em termos de distribuição, a editora Soletrar anunciou que a tiragem inicial será de 1.000 exemplares, com a primeira leva de livros já vendida em grande parte, devido à alta demanda das prévendas. Moisés Candumbo, da coordenação editorial da Soletrar, informou que uma nova remessa será preparada para atender à procura crescente.

Relacionados - Publicações

Horizonte Njinga Mbande exibe “O casal” no Bar Bar

Horizonte Njinga Mbande exibe “O casal” no Bar Bar

23 de Outubro, 2026
“Turma do Futuro” ambiciona conquistar Angola e levar a cultura Lunda-Cokwe além-fronteiras

“Turma do Futuro” ambiciona conquistar Angola e levar a cultura Lunda-Cokwe além-fronteiras

23 de Outubro, 2026
Bienal de Luanda mobiliza mais de 400 artistas angolanos

Bienal de Luanda mobiliza mais de 400 artistas angolanos

22 de Outubro, 2026
Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

22 de Outubro, 2026
Lançamento de “O Portador de Esperança” adiado para 17 de Novembro

Lançamento de “O Portador de Esperança” adiado para 17 de Novembro

22 de Outubro, 2026
Youssou N’Dour, Sam Mangwana entre as estrelas africanas que farão o lançamento do hino da Bienal de Luanda

Youssou N’Dour, Sam Mangwana entre as estrelas africanas que farão o lançamento do hino da Bienal de Luanda

21 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

Horizonte Njinga Mbande exibe “O casal” no Bar Bar

Horizonte Njinga Mbande exibe “O casal” no Bar Bar

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

“Turma do Futuro” ambiciona conquistar Angola e levar a cultura Lunda-Cokwe além-fronteiras

“Turma do Futuro” ambiciona conquistar Angola e levar a cultura Lunda-Cokwe além-fronteiras

por Maria Custodia
23 de Outubro, 2026

...

Bienal de Luanda mobiliza mais de 400 artistas angolanos

Bienal de Luanda mobiliza mais de 400 artistas angolanos

por Augusto Nunes
22 de Outubro, 2026

...

Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

Fragata de Morais defende aproximação dos escritores às escolas e aos bairros periféricos

por Augusto Nunes
22 de Outubro, 2026

...

Lançamento de “O Portador de Esperança” adiado para 17 de Novembro

Lançamento de “O Portador de Esperança” adiado para 17 de Novembro

por Jornal OPaís
22 de Outubro, 2026

...

Youssou N’Dour, Sam Mangwana entre as estrelas africanas que farão o lançamento do hino da Bienal de Luanda

Youssou N’Dour, Sam Mangwana entre as estrelas africanas que farão o lançamento do hino da Bienal de Luanda

por João Feliciano
21 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Invasão sul-africana e  refúgio em Castanheira  de Pêra retratados em livro

Invasão sul-africana e refúgio em Castanheira de Pêra retratados em livro

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM