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Filipe Mukenga clama por apoio para lançar próximo projecto musical

Bernardo Pires por Bernardo Pires
18 de Novembro, 2025
Em Cultura, Em Cartaz

O artista de 76 anos de idade já tinha anunciado, em 2023, no lançamento do seu último álbum “Canções e Destinos”, que iria desistir da música por se sentir pouco valorizado. Queixase da falta de apoio e de consideração por parte daqueles que, mesmo conhecendo a sua grandeza artística e o seu incansável contributo à música, ainda desdenham e desrespeitam o seu trabalho

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Detentor de uma voz inconfundível e uma performance irreverente, Filipe Mukenga, uma figura que dispensa apresentações no musical angolano, encontra-se aflicto por não ter apoio para poder lançar seus próximos projectos musicais.

Autor de muitas canções profundas e sonoridades que fazem parte dos grandes sucessos do musical nacional, o músico de 62 anos de carreira tem projectos engavetados que não os consegue lançar devido à falta de meios e patrocínios para os poder colocar à disposição do público.

Desanimado com a situação que vem enfrentado nos últimos anos, Filipe Mukenga manifestou, em entrevista a este jornal, o seu descontentamento e aflição por não poder lançar aquele que acredita ser o seu último trabalho musical e com o qual espera despedir-se dos palcos.

“Sinto uma tristeza muito grande, porque tenho vários projectos guardados, mas, por falta de apoio, não os consigo lançar. Já estive inclusive a estender a mão para ver se alguém me pudesse apoiar, mas até agora nenhum sinal”, começou por lamentar o artista.

Aos 76 anos de idade, Filipe Mukenga diz que enfrenta uma das mais difíceis e tristes fases da sua carreira profissional, a qual é abalada pelo sentimento de desprezo e, ao mesmo tempo, de desrespeito à sua arte.

Em seu novo projecto, o artista diz ter já várias músicas gravadas e prontas para serem lançadas, mas a ausência de meios para a produção e conclusão do álbum o deixa desanimado.

“Tenho muitas canções gravadas. Neste momento, até estou divorciado do meu violão porque, quando pego nele, nasce mais uma composição e elas vão enchendo o baú de canções que ficam aí a marinar anos e anos”, expressou.

‘Tritonalidade’, um álbum repartido em três

Filipe Mukenga avançou que tem engavetado um projecto musical que envolve três álbuns em um só, ao qual intitulou “tritonalidade”. O projecto, segundo o artista, está repleto de temas que descrevem a sua trajectória artística e as várias situações que viveu ao longo dos mais de 60 anos de estrada ligados à música.

Trata-se de um álbum com uma grande riqueza musical, no qual o artista busca expressar de várias formas a sua dimensão artística e as experiências que vivenciou ao longo de vários anos, trazendo um misto de ritmos, estilos e musicalidade.

As canções, que compõem o projecto, passam pelo semba, kizomba, música clássica e outros que lhes são característicos. Apresenta também uma simbiose de várias línguas e idiomas, entre português, quimbundo, inglês e francês.

Entretanto, embora esteja patente a vontade de partilhar com o público este rico trabalho, a falta de meios financeiros e a ausência de patrocínios fazem com que o referido projecto esteja até ao momento completamente encravado no seu “baú”.

“São muitas canções que vão morrendo no baú; infelizmente, sem apoio não consigo fazer nada. Lamentavelmente é isso o que está a acontecer comigo”, lastimou o vencedor do Prémio Nacional da Cultura e Artes, edição 2021, na categoria da Música.

Uma agonia que já perdura há anos

A situação que o artista considera agonizante da sua carreira já perdura há vários anos, sendo que já vem a lutar para encontrar um “balão de oxigênio” para salvar a sua arte há mais de seis anos. Naquele que foi o seu último trabalho discográfico, lançado em Outubro de 2023, na capital do país, Mukenga já tinha manifestado total indignação pela situação que enfrenta enquanto artista conceituado, tendo, na altura, já avançado que iria “lançar a toalha ao chão” para se despedir da música.

O autor de sucessos como “ndilukewa”, “minha terra, terra minha”, humbi humbi” e outros, diz ver a sua arte a ser completamente desrespeitada e desvalorizada, o que o deixa profundamente entristecido.

“Já dei a entender às pessoas que pretendo dizer adeus à música porque justamente estar a gravar os meus discos de dez em dez anos não faz sentido”, manifestará o artista na ocasião.

O jornal OPAÍS sabe que Filipe Mukenga está a preparar um concerto para o próximo dia 7 de Dezembro, em Luanda, antevendo, talvez, uma maneira de adquirir receitas para o lançamento do tão desejado álbum “Tritonalidade” que se acredita estar disponível apenas em 2026.

Biografia de Filipe Mukenga

Felipe Mukenga nasceu a 7 de Setembro de 1949, em Luanda. É filho de Anacleto António da Conceição Gumde e de Isabel André. Começou a tocar na década de 1960, por influência dos Beatles. Colaborou com grupos como: Os Brucutus, os Indómitos, The Five Kings, The Black Stars, Os Rocks, os Electrónicos, os Jovens e Apollo XI. Gravou o seu primeiro álbum, “Novo Som”, em 1990, para a editora EMI-Valentim de Carvalho.“Kianda Kianda” foi o seu segundo álbum gravado em Paris para a editora Lusáfrica, lançado em 1994.

Fazem parte da sua lista discográfica outros álbuns como “O canto da Serei”, lançado em 1996, “Mimbu Iami” (CD, 2003), “Nós Somos Nós” (CD, Ginga, 2009) e, mais recentemente, “Canções e Destinos” lançado em 2023. Em 2021 foi o grande vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria musical.

Bernardo Pires

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