Vários músicos e compositores ouvidos por este jornal mostraram-se profundamente consternados pela morte do músico e intérprete Manuel Neto, conhecido artisticamente como “Zé Manico”, ocorrida na passada Quar ta-feira, 3, em Luanda, vítima de doença. Os intervenientes consideram o passamento físico do antigo vocalista dos Kiezos uma perda irreparável para a música e para a cultura angolana de forma geral
Conhecido como uma das vozes mais mar cantes dos Kiezos, Manuel João Neto, “Zé Ma nico”, morreu aos 62 anos de forma inesperada, já que, no dia anterior, havia participado normalmente dos ensaios da banda. Entretanto, fontes familiares associaram a causa da sua morte a uma doença até então não revelada. Em reacção à notícia da morte, colegas de uma trajectória de longos anos, amigos e companheiros de estrada manifestaram-se com profunda tristeza e pesar.
Com profundo sentimento de nos talgia, o músico Dom Caetano considerou este como um momento de grande tristeza para a classe artística nacional, visto que, em menos de sessenta dias, morreram quatro músicos da praça, nomeadamente Armando de Carvalho, Nanuto, Rui Artur e agora Zé Manico. Dom Caetano disse que, às vezes, fica muito difícil abordar com profundidade o artista na sua dimensão, tendo reconhecido Zé Mani co como um dos intérpretes mais expoentes do seu tempo, desde a banda Zimbo e, posteriormente, no conjunto Os Kiezos.
“O Zé Manico conseguiu dar cartas interpretando as mais emblemáticas canções do conjunto Os Kiezos. Tinha um carácter íntegro, era uma pessoa de trato fácil, amigo, colega e companheiro, de expressão mui to considerável, constituindo para nós, artistas angolanos, e para mim em particular, uma perda irreparável”, expressou com tristeza.








