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Classe artística considera morte de Augusto Chakaya como “perda irreparável” para a cultura nacional

Bernardo Pires por Bernardo Pires
17 de Setembro, 2024
Em Cultura, Destaque, Em Cartaz

Artistas e colegas de carreira consideram o falecimento de Chakaya, vocalista principal da banda Jovens do Prenda, uma “perda irreparável” para a música angolana e para a cultura nacional, ocorrido no último domingo, 15, em Luanda, vítima de doença

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Segundo fontes próximas contactadas por este jornal, Augusto Chakaya, de 73 anos de idade, se encontrava doente já há alguns meses, internado na clínica Girassol, carecendo de uma intervenção cirúrgica que se perspectivava que fosse feita no exterior do país.

Para alguns artistas e colegas de carreira do malogrado, a morte do vocalista do conjunto Jovens do Prenda deixa um vazio impreenchível e uma perda irreparável no musical angolano e na cultura nacional em geral.

Calabeto, antigo colega do malogrado no grupo Jovens do Prenda, lamenta a morte de Chakaya e sublinha que a música angola- na acaba de perder uma de suas melhores vozes, que se dedicava a promover e expandir música de raiz.

“A música angolana hoje perde uma das vozes que, até mesmo nos últimos dias de sua vida, foi das vozes que mais despontava dentro do musical nacional em termos daquilo que é música angolana de raiz”, disse o músico Com nostalgia, Calabeto lembra os momentos partilhados com Augusto Chakaya no conjunto a que pertenciam e considera que o mesmo ainda tinha muito a dar pela música e pela cultura de modo geral.

Já o músico Robertinho, surpreendido com a triste notícia, disse estar profundamente consternado com o passamento de seu colega e amigo, com quem partilhou bons e felizes momentos, ressaltando que ficam grava- das eternas memórias do artista que muito de si deu para a valorização da música popular luandense.

Robertinho sublinhou que, mesmo já não gozando de boa saúde física, Augusto Chakaya sempre procurou viver a música com intensidade, recordando que há pouco menos de dois meses partilhou consigo o palco num evento de homenagem aos fazedores de Semba, no Centro Recreativo do Kilamba, no distrito do Rangel.

“Ainda estivemos juntos há cerca de dois meses no Rangel, no Centro Recreativo do Kilamba, onde partilhámos o palco num festival de Semba. Notava-se que ele já não gozava de boa saúde.

É uma perda irreparável”, expressou com tristeza. Por sua vez, Voto Gonçalves, também músico e fazedor do estilo Semba, considerou Chakaya um músico de referência, honra e mérito, cujo contributo deverá sempre ser lembrado por aqueles que o acompanham e pelas futuras gerações da música angolana, em particular do estilo Semba.

Voto reiterou que Chakaya deixa um vazio grande na música angolana, mas sublinhou que um verdadeiro artista parte, mas as suas obras ficam sempre eternizadas na mente e nos corações das gerações que se seguem.

Velório decorre no Centro Cultural Kilamba

Em gesto de reconhecimento gratidão pelos feitos do artista, o Centro Recreativo e Cultural Kilamba, cita no distrito do Rangel, em Luanda, abriu as portas para acolher o velório de Augusto Chakaya, que por sinal é considerado ‘Filho do Rangel’.

Segundo o irmão do Malogra- do, a administração do distrito urbano do Rangel cedeu o espaço do centro recreativo como gesto de gratidão e reconhecimento do contributo que Augusto Chakaya deu para a promoção e expansão das actividades culturais e recreativas naquele espaço, especialmente às voltas à música.

“Augusto trabalhou muito pela promoção da cultura no centro Kilamba, por esta razão, a ad- ministração cedeu aquele espaço para a família poder realizar o velório sem constrangimento”, disse o familiar em declarações à Rádio Cultura.

O mesmo adiantou ainda que, em princípio, a realização do funeral está prevista para esta quinta- feira, 19, no cemitério de Santa Ana, no entanto, aguardam ainda pela chegada de outros familiares para melhor concertação à volta da situação. Aos 73 anos de idade, Augusto João Luís, popularmente conhecido como Augusto Chakaya, parte, deixando uma viúva, 16 filhos e dezenas de netos.

UNAC-SA lamenta a morte do artista e apela preservação do seu legado

Em reacção à morte do músico Augusto Chakaya, vocalista da banda Jovens do Prenda, o secretário-geral da União Nacional dos Artistas e Compositores – Sociedade de Autores (UNAC- SA), Eliseu Major, disse que a sua organização lamenta o passamento do artista, que por sinal é membro da união, e apelou à preservação e valorização dos feitos conquistados pelo artista.

Eliseu Major afirmou que, além de ser filiado à UNAC-SA, partilhava uma relação próxima de amizade com o malogrado e que o seu desaparecimento físico representa uma grande perda para a cultura nacional.

O responsável descreveu a pessoa de Chakaya como um dos grandes actores que, enquanto em vida, contribuiu significativamente para a expansão e valorização popularmente urbana, especialmente na língua nacional kimbundu, dedicando quase toda a sua juventude ao serviço da música angolana.

“Terá começado a marcar passos na música muito jovem, ainda na década de 60 ou 70, e deixa um manancial de obras que vai permitir que nós continuemos a nos deliciar com boas músicas que marcaram diferentes gerações”, sublinhou, em declarações ao OPAÍS.

Major frisou ainda que o lega- do histórico, musical e cultural de Chakaya deve ser devida- mente preservado e transmitido às novas gerações, para que eles aprendam e compreendam as raízes da música nacional.

Consternado, lamentou a perda e, em nome da UNAC-SA, endereçou à família enlutada e ao conjunto Jovens do Prenda os mais profundos sentimentos de pesar e palavras de  encorajamento e conforto.

Percurso artístico

Conhecido por seu estilo autêntico e peculiar, tanto no vestuário quanto nas suas composições e interpretações musicais, Chakaya marcou, com suas performances musicais, diferentes gerações de luandenses, especialmente os das décadas de 1980, 1990 e princípio dos anos 2000.

Com sua potente voz de sopra- no, letras profundas e melancólicas e melodias contagiantes, tipicamente do estilo semba, Augusto Chakaya afirmou-se no mercado musical na década de 1970, tendo conquistado o carinho do público e as atenções de quem entende de música, o que lhe levou a ganhar um lugar como vocalista e tornar-se um ícone dos Jovens do Prenda, um dos conjuntos tradicionais de Luanda.

Chakaya era uma das vozes emblemáticas da banda Jovens do Prenda entre 1980 e finais de 1990, com um repertório invejevel no qual sobressaem temas de sucessos como “Lamento de um Filho”, “Papá”, “Isabel”, “Longa Marcha”, “Samba Samba” e tantos outros.

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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