Apesar de ainda ser considerada nova no cenário artístico nacional, o grafite é uma das artes visuais que mais tem vindo a ganhar representatividade e expressão, especialmente em Luanda. Ao longo das rodovias, com maior incidência nas várias paragens de transportes públicos e urbanos (vulgo candongueiros), esta arte pode ser vista estampada em muros, edifícios, cabines eléctricas, estabelecimentos comerciais, pavilhões desportivos públicos e até em residências
Enquanto expressão artística, a grafite nasce nos Estados Unidos da América, nas ruas de Nova Iorque, como forma das gangues marcarem seus territórios face às disputas com os grupos rivais. A partir da década de 1970, por intermédio de grandes nomes como Jean Michel Basquiat, o grafite tornou-se bastante popular e expansivo.
Pois Jean, diferente das gangues, dedicava-se a pintar em prédios abandonados e espaços públicos vandalizados, em Manhattan, cidade de Nova Iorque, dando à arte uma outra expressão. Em Angola, a arte chega na década de 1990, por meio de nomes como Bruno-G, Artista Kuita, Massuca e outros que faziam parte do movimento SG, este que, segundo fontes ligadas a esta arte, foi o primeiro agrupamento dedicado ao grafite em Angola, através da capital, Luanda.
À medida que o tempo ia passando, a arte também foi ganhan- do mais espaço e visibilidade, e a partir de 2007 surge um dos movimentos que mais propagou a arte na capital, conhecido como “Crazy Group”, onde faziam parte grandes referências como Sigmar e Evandro.
Leia mais em









