O artista plástico Azevedo Muangena participará, no próximo mês de Novembro, numa exposição colectiva que terá lugar na Galeria Tamar Golan, Ilha de Luanda
A mostra, que está a ser preparada ao de talhe, juntará artistas de duas gerações unidos por um único objectivo: levar a mensagem aos apreciadores das artes visuais e plásticas por meio de técnicas diversas.
O artista, expectante, garantiu à nossa reportagem que já está a trabalhar nas obras, visando dignificar, em particular, o elenco seleccionado para o efeito, de modo a proporcionar ao público um excelente trabalho de arte visual ao mais alto nível. A intenção é agradar a todos quantos aderirem ao referido espaço expositivo.
O artista enfatizou que, além da exposição que se avizinha, mantém um ritmo de produção mais reservado no seu atelier doméstico, localizado no Zango, onde possui espaços distintos para armazenamento e criação.
Com obras produzidas em acrílico sobre tela, retratando o quotidiano social dos angolanos, a natureza, entre outros aspectos, Muangena descreve o processo de observar pessoas comuns, como uma vendedora (zungueira) ou alguém caminhando, e questionar a realidade invisível por trás das suas idades, tentando capturar o la do espiritual e a história que não é vista a olho nu.
Para o artista, a arte funciona como um refúgio e uma ferramenta de comunicação, permitindo lhe liberdade para falar por meio das cores. “A arte é o meu microfone. Procuro pintar não apenas o observável, mas o lado espiritual e a alma das pessoas”, disse.
A sua inspiração actual é multifacetada, bebendo de referências internacionais e, principalmente, da observação atenta do quotidiano. O pintor considerou que, embora não tenha residências artísticas ou exposições individuais agendadas no momento, mantém-se focado nos seus objectivos pessoais e profissionais, permanecendo aberto a novas oportunidades e desafios que o futuro imprevisível possa trazer.





