“Uma aula magna”. Assim foi caracterizado o recém-realizado workshop sobre Finanças, Marketing e Psicologia Aplicados às Indústrias Culturais, que juntou ontem, no Palácio de Ferro, na Baixa de Luanda, vários intervenientes do sector artístico-cultural, numa iniciativa da instituição anfitriã
A temática sobre “O Valor do Posicionamento nas Indústrias Culturais e Criativas” esteve no centro das discussões que congregaram criadores, agentes, promotores de eventos, artistas das mais distintas disciplinas artísticas, entre outras individualidades, que participaram no evento e absorveram conhecimentos práticos à volta do assunto.
Na qualidade de oradora, a professora de passarela e costura, Eugénia das Neves, de forma profissional e académica, passou a sua experiência, ressaltando os procedimentos relacionados a este quesito.
A especialista referiu, na ocasião, que o mercado das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) em Angola é caracterizado por uma forte independência, mas enfrenta uma imaturidade estrutural severa.
Durante a sua abordagem, Eugénia das Neves disse haver uma crítica directa à mentalidade de “ilhas” em vez de “arquipélagos”, evidenciada pela escassez de associações formais de estilistas ou agências de comunicação, o que fragmenta a força do sector.
Observou a necessidade de transitar do “negócio do dia-a-dia” para uma indústria formalizada, apontando este passo como caminho viável para a sustentabilidade.
Para a especialista na área de mo da, a “polivalência forçada” continua a ser um outro obstáculo identificado, devido à falta de oportunidades e de um mercado especializado, visto que os artistas são compelidos a desempenhar múltiplos papéis (catuação, gestão, vendas), o que impede a especialização e a criação de um legado só lido em áreas específicas como as artes plásticas ou cénicas.









