O administrador municipal da Ganda, Francisco Prata, revelou, no sábado, 12, em declarações exclusivas ao Jornal OPAÍS, durante a Feira Internacional de Benguela (FIB), realizada no Estádio Nacional de Ombaka, o interesse manifestado por um grupo de empresários estrangeiros em investir na produção de arroz em grande escala naquela região. O governante, entretanto, não revelou o nome da empresa nem a identidade dos investidores, mas admitiu que as negociações estão em fase avançada.
Constantino Eduardo, em Benguela
Na FIB, a Ganda apresentou o arroz como um dos seus principais produtos, cujo fomento envolve um número significativo de famílias camponesas e produtores individuais. Quanto à produção do cereal, o governante considera os níveis satisfatórios e mantém a pretensão, manifestada em 2024, de transformar a Ganda na “nova Ucrânia de Angola”, no que diz respeito à produção de cereais, com o arroz e o trigo entre as principais prioridades.
Neste sentido, Francisco Prata revelou a existência de empresários estrangeiros interessados em desenvolver a cultura do arroz na ex-comuna do Kasseke, onde o projecto poderá ser implementado numa área superior a três mil hectares.
“É um grupo internacional que está interessado neste projecto. Estão apenas naquelas questões, digamos assim, burocráticas, de acertos, mas, em princípio, está tudo bem encaminhado”, afirmou.
Em declarações ao Jornal OPAÍS, o administrador explicou que, durante os dias da feira, o arroz produzido na Ganda despertou muita curiosidade entre os visitantes, havendo quem manifestasse admiração pelo facto de a região estar a produzir aquele cereal.
“Então, é uma forma de demonstrarmos que o nosso solo dá para tudo. É preciso não perdermos o hábito de pensar que determinadas culturas só dão em determinadas regiões. Não”, advertiu.
O governante revelou ainda que a primeira experiência de produção, realizada em 2025, superou as expectativas, tendo registado bons resultados, embora não tenha avançado números.
Francisco Prata adiantou, por outro lado, que foram mobilizados vários produtores individuais para se lançarem à cultura do arroz, uma iniciativa que, segundo disse, começa igualmente a despertar o interesse do sector empresarial.
“A nível de pessoas individuais. E isto está a despertar alguma atenção, em termos empresariais”, admitiu.












