A história da criança que, nos últimos meses, mobilizou as redes sociais e despertou a atenção de vários angolanos entrou numa nova etapa, após a confirmação científica da sua filiação biológica através de um segundo exame de identificação genética realizado pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda.
Nascida a 15 de Dezembro de 2025, no Hospital Geral de Luanda, e com síndrome de Down, a criança passou posteriormente a ser acompanhada pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, no município do Camama, por orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
A orientação teve como propósito assegurar a continuidade dos cuidados de saúde e garantir que a criança permanecesse num ambiente seguro, com alimentação, higiene, acompanhamento clínico, protecção e condições adequadas ao seu desenvolvimento, enquanto o caso era encaminhado pelas entidades competentes.
Perante a ausência inicial de acompanhamento parental efectivo, o Ministério da Saúde orientou o acolhimento da criança numa unidade hospitalar, assegurando que não ficasse privada dos cuidados indispensáveis à sua saúde e bem-estar.
Desde então, o Hospital Materno-Infantil Dr. Azancot de Menezes assegurou o acompanhamento contínuo da criança, através das suas equipas médicas, de enfermagem e de apoio.
Actualmente, segundo a informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a criança encontra-se saudável e já dá os seus primeiros passos, depois de vários meses sob acompanhamento da unidade hospitalar.
Segundo exame confirma filiação
O caso ganhou grande visibilidade pública depois de surgirem dúvidas em torno da identidade e filiação da criança.
Um primeiro exame de identificação genética realizado em Espanha havia indicado uma probabilidade de filiação de 99,99999%. Perante as dúvidas manifestadas pelos progenitores relativamente ao primeiro resultado, foi realizado um segundo exame pelo Laboratório Central de Criminalística, em Luanda.
O novo exame teve como propósito contrapor e confirmar, de forma independente, os resultados obtidos anteriormente.
De acordo com os resultados agora apresentados, o segundo exame confirma os resultados do primeiro, estabelecendo a filiação biológica da criança e afastando a hipótese de troca de bebés que chegou a ser levantada no âmbito do caso.
Do ponto de vista clínico, foi esclarecido que a criança se encontra actualmente saudável e sem indicação médica que justifique a sua permanência prolongada numa unidade hospitalar.





