A decisão da administração de Donald Trump de trazer a Rússia de volta ao G20 está a provocar novas tensões de Washington com aliados europeus, que que rem continuar a isolar Moscovo por causa da sua operação militar especial na Ucrânia, escreveu uma mídia norte-americana
Observa-se que a presença do ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, na reunião dos chefes dos ministérios das Finanças do G20 gerou protestos por parte de autoridades europeias e divergências durante a preparação da foto em grupo dos participantes.
Anteriormente, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa reunião individu al com Siluanov à margem da cú pula, descartou “concessões eco nómicas à Rússia ou acordos sobre outras questões” até que o conflito na Ucrânia seja encerrado.
A sub-secretária do Tesouro para assuntos internacionais, Erin Bro wne, comunicou que as duas par tes discutiram “o plano de Trump para a paz e o crescimento econó mico”.
O próprio Trump explicou o convite ao ministro russo de forma simples: os Estados Unidos gostam de se dar bem com todos. Durante uma conversa com jor nalistas na Casa Branca, ele afirmou: “Vamos ver o que acontece, mas gostamos de nos dar bem com todo mundo. Uma das razões pelas quais tenho tanto sucesso é que me dou bem com todo mundo”.
A Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia em 24 de Fevereiro de 2022 em resposta aos apelos das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) por protecção contra os bombardeios e ataques das tropas ucranianas.
O Ministério da Defesa da Rússia disse que a operação, que tem como alvo a infra-estrutura militar ucraniana, visa “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia e libertar completamente Donbass, região na qual as repúblicas estão situadas.
As nações ocidentais impuseram numerosas sanções à Rússia e têm fornecido armas à Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que qualquer carga que contenha armamento para a Ucrânia se tornará um alvo legítimo para a Rússia.





