A Segunda Temporada do Caldo do Poeira, realizada Domingo, 23 de Agosto, na cidade do Lubango, reafirmou-se como um espaço vital de nostalgia e celebração, que, ao unir a memória de figuras como Samora e Julito da Vila à energia de caldistas de todas as origens, cumpriu a sua missão de movimento cultural congregador e intergeracional
O Parque Turístico da Nossa Senhora do Mon te, na cidade do Lubango, província da Huíla, foi o palco da Segunda Temporada do Caldo do Poeira, da Rádio Nacional de Angola, inserido nas festividades da sua padroeira. O evento, com a duração de sete horas, iniciou às 10 horas, com os acordes da prestimosa Banda Movimento da RNA e foi abrilhantado pelos músicos Neide da Luz, Acá cio, Carina Santos, Sabino Henda, entre outros.
Um dos momentos mais emocionantes desta edição do Caldo do Poeira, no Lubango, foi o tributo a fi guras como Julito Davila e Samora, descritos como personalidades humildes e fundamentais para a história da saúde e da cultura local. A reverência culminou com a outorga de troféus e diplomas em homenagem a estas duas figuras.
Samora, lembrado com profunda emoção por seus contemporâneos como uma fi gura sem comparação e um cidadão que dedicou a vida à hotelaria e à cultura, foi representado pela sua fi lha, Adelaide. Já Julito Davila, com uma trajectória ligada ao Conjunto Jovens do Prenda e parcerias com Zé Keno e Chico Montenegro, foi celebrado pela sua resistência e contributo contínuo à música.
Ao enaltecer a parceria da Rádio Nacional de Angola, as autoridades locais, incluindo o Governador Nuno Mahapi e a Vice-Governa dora Maria João Chipalavela, reforçaram a importância de catalogar e honrar essas histórias para a galeria das famílias e da cultura angolana.
O evento, marcado com um sol abrasador, serviu também de palco para reencontros de velhos amigos, como o discotecário Beto Lacerda e Manuel Sofia, que viajou de Luanda especialmente para conhecer a cidade do Lubango através do referido projecto.
A dinâmica do programa foi elogiada pela sua capacidade de “contagiar” positivamente o país, unindo angolanos de diversos pontos em torno da sua arte.





