Senhor Director do jornal O PAÍS e prezados jornalistas, cordiais saudações. Escrevo-vos na qualidade de leitor assíduo deste prestigioso diário, que diariamente faz eco no nosso mercado de comunicação social em Angola, para partilhar uma reflexão que me tem inquietado profundamente.
O surgimento das redes sociais trouxe mudanças repentinas e profundas no comportamento social, não apenas em Angola, mas em todo o mundo, sendo frequente ouvirmos histórias alarmantes de pessoas que, distraídas com o Facebook ou outras plataformas digitais, se expõem a perigos graves ou provocam acidentes evitáveis. Um exemplo claro disso aconteceu-me recentemente.
Ontem, enquanto circulava na tradicional Via Expresa (Avenida Fidel de Castro), deparei-me com uma motorizada que seguia em alta velocidade, transportando uma jovem passageira que, apesar do risco óbvio, ignorava por completo qualquer elemento básico de segurança, mantendo-se focada exclusivamente no telemóvel, certamente ligada às redes sociais.
Diante de cenários como este, a minha questão é inevitável: serão as redes sociais um bem ou um mal para a nossa realidade? Se, por um lado, a tecnologia é útil para o progresso, o seu uso irresponsável está a custar vidas nas nossas estradas e, como diz o velho ditado, no que toca à nossa segurança, nem um palmo da nossa mão. Torna-se, por isso, urgente reflectir sobre estes comportamentos antes que a distracção se transforme numa tragédia irreparável. Com os meus melhores cumprimentos! Laurindo Kivete, morador do município da Samba





