Nas últimas se manas, abordámos neste espaço temas como a estrutura organizacional e os processos empresariais, elementos fundamentais para uma gestão eficiente. No entanto, existe um outro tema que, apesar da sua enorme relevância, continua a receber pouca atenção por par te de muitas organizações públicas e privadas: a administração patrimonial
Nas minhas aulas de Administração, procuro sempre chamar a atenção dos estudantes para a importância da gestão do património. Muitas vezes, quando se fala em património, pensa-se apenas em edifícios, viaturas, equipamentos ou mobiliário.
Essa visão, embora correta, é in completa. O património representa um dos principais activos de qualquer organização e, por isso, a sua gestão deve ser encarada como uma função estratégica e não apenas como uma obrigação administrativa.
A própria ISO 55000:2014, norma internacional, define a gestão de activos como “as actividades coordenadas de uma organização para realizar valor a partir dos activos”. Esta definição revela uma mudança de paradigma.
O objectivo da gestão patrimonial não é simplesmente contro lar ou inventariar bens, mas as segurar que esses activos gerem valor para a organização durante todo o seu ciclo de vida. Infelizmente, a administração patrimonial ainda é tratada como uma actividade burocrática, limitada ao registo de bens, à elaboração de inventários periódicos ou ao cumprimento de exigências legais.
Essa abordagem reduz o património a uma lista de objectos, ignorando o seu verdadeiro potencial para melhorar o desempenho organizacional.
Por: FRANCISCO ANTÓNIO AUGUSTO
FILDA 2026



