Hoje, fala-se muito sobre a preponderância da leitura, mas pouco se debruça sobre o seu poder de transformação na vida das pessoas. Pois, ela é o remédio soberano contra os desgostos da vida, sobretudo em situações de crise.
O poder da leitura se reflecte no conjunto de conhecimentos, expressões, tradições culturais e imaginações que confirma ao leitor (Homem) o exercício da reflexão, da aquisição do saber, a capacidade de penetrar nos escombros dos problemas da vida, a percepção da complexidade do mundo e dos seres. Uma boa leitura, desenvolve em nós a quota de humanidade que nos torna mais compreessíveis e abertos para a natureza, melhorando o nosso ”mindset” caca vez mais. Segundo Francis Bacon, “ ela torna o Homem completo e a escrita torna-o preciso”.
Por outro lado, ela nos liberta da maneira convencional de pensar a nossa vida e a dos outros, edificando uma consciência ca da vez mais limpa, ademais proporcionando ao indivíduo o espírito crítico, servindo de instrumento para desmascarar as situações que restringem os direitos do Homem como: a educação, saúde, alimentação e bem estar de todos nós Conforme Michèle Petit, diz: “em tempos de guerra, crise e dor, as pessoas continuam a ler”, não por obrigação; Mas porque o livro dá o que a vida tirou”.
As sim sendo, quando o mundo lá fora desaba, a leitura cria um espaço lá dentro onde ainda pode mos pensar, sentir e imaginar. Para ler em tempos difíceis é um acto de resistência, é dizer “não” ao medo e “sim” à possibilidade de outro mundo. No entanto, o livro não resolve a fome nem paga as contas, mas dá abrigo, dá palavras para nomear a angústia. Mais, dá companhia quando tu do parece sozinho.
É por isso que em campos de refugiados, agências de viagens, em prisões, em hospitais, constata-se as pessoas a pedirem livros, antes de pedir outras coisas.
Por: DELFIM LEMOS
FILDA 2026

