A Liga da Mulher Angolana (LIMA) prestou, hoje, uma singela homenagem a todas as mulheres africanas, destacando-as como o alicerce das famílias, das comunidades e do desenvolvimento do continente, movidas por um espírito de coragem, resiliência e de sacrifício.
Ao render-se perante a esta franja da sociedade, por ocasião do 31 de Julho, Dia da Mulher Africana, o braço feminino do segundo maior partido angolano, UNITA, considera que o momento não é só de celebração, mas, também, de reflexão sobre os desafios que ainda persistem no seio das mulheres.
Numa nota alusiva à data célebre, a LIMA recorda que, em muitos países africanos, são as mulheres que suportam o maior peso das dificuldades económicas, enfrentando diariamente o elevado custo de vida, o desemprego, a pobreza, a insuficiência dos serviços de saúde, as desigualdades sociais e as limitações no acesso à educação, ao financiamento e às oportunidades de desenvolvimento.
“É ela quem assegura o sustento de inúmeras famílias, impulsiona a economia informal e contribui decisivamente para a produção agrícola, para a segurança alimentar e para o crescimento das economias nacionais. Contudo, o seu contributo continua, muitas vezes, a não ser acompanhado por políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades, proteção social e valorização do seu trabalho”, lê-se na mensagem.
Entretanto, a organização defendeu uma participação cada vez mais activa das mulheres nos processos de decisão política e na construção de instituições democráticas fortes, transparentes e próximas dos cidadãos, reforçando que não haverá desenvolvimento sustentável sem a plena participação das mulheres na vida pública.
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