O presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, afirmou, esta quarta-feira, em Luanda, que as alterações climáticas representam um dos maiores desafios da humanidade actualmente, advogando, porquanto, a necessidade urgente de a encarar como uma crise em curso que ceifa vidas, coloca em causa a segurança alimentar e diminui as condições para a normal vida humana em diferentes regiões.
Adão de Almeida falava na abertura da II Conferência Parlamentar sobre o Ambiente, que decorre no Palácio da Assembleia Nacional, subordinada ao lema: “Acção Climática: Responder aos Sinais da Terra e Construir um Futuro Sustentável”.
Durante o discurso, o presidente da Casa das Leis destacou os vários impactos sociais e económicos causados pelas constantes alterações que se vão verificando no meio ambiente, realçando o caso das imigrações esforçadas de várias famílias à procura de melhores condições de vida.
“Os eventos extremos vão sendo cada vez mais frequentes, com particular incidência para as secas prolongadas e inundações catastróficas, o que exige de todos nós acção concertada e comprometida para protegermos o nosso presente e o nosso futuro”, defendeu.
Não obstante contribuir com menos 4% das emissões globais de gases com efeito estufa, segundo Adão de Almeida, o continente africano ainda continua a ser um dos mais vulneráveis aos impactos das alterações climáticas.
À semelhança de África, o líder parlamentar destacou a República de Angola como um dos países que menos contribui com emissões de gases, contudo, continua sendo mártir das consequências das alterações do clima.
“Embora o nosso país represente apenas cerca de 0,21% das emissões globais, enfrenta consequências das mudanças climáticas como secas prolongadas, cheias, erosão costeira, desertificação e degradação dos ecossistemas, fenómenos que afectam directamente a segurança alimentar, o abastecimento de água, a economia e o bem-estar das populações”, referiu.








