O director do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), Osvaldo da Paixão Mendes, apelou hoje, em Luanda, às instituições religiosas para intensificarem o seu papel na promoção da paz, da unidade nacional e da educação cívica, defendendo que a construção de uma Angola melhor exige mais do que oração, mas também trabalho, disciplina, respeito pelas leis e participação activa de todos os cidadãos.
Ao intervir num encontro promovido pelo Movimento de Apoio Solidário de Angola (Movangola), o responsável sublinhou que as igrejas devem continuar a educar os fiéis para o respeito às autoridades legitimamente instituídas, para o cumprimento das leis da República e para a preservação da paz, incentivando igualmente o envolvimento da população no desenvolvimento do país.
Segundo Osvaldo da Paixão Mendes, embora seja importante orar por Angola, o verdadeiro patriotismo traduz-se em acções concretas. “Amar Angola exige mais do que oração. Exige trabalho, disciplina, respeito, verdade e participação”, afirmou, acrescentando que cada cidadão, família, igreja e instituição deve assumir a sua quota de responsabilidade na construção nacional.
O director do INAR encorajou ainda as entidades religiosas a reforçarem a sua intervenção em domínios como a promoção da paz, a inclusão social, o combate à intolerância, a educação moral e cívica, a prevenção de conflitos, o apoio às famílias e a mobilização para campanhas de cidadania e defesa da unidade nacional.
Na ocasião, recomendou que o projecto “Unidos por Angola” mantenha uma concertação permanente com as organizações religiosas, de modo que a iniciativa evolua de um acto pontual para um processo contínuo de diálogo, mobilização e acção patriótica.
“Precisamos de passar da reflexão ao compromisso, do compromisso à acção e da acção aos resultados”, defendeu.
Dirigindo-se aos líderes religiosos presentes, Osvaldo Mendes afirmou que Angola necessita de paz, união, trabalho e de uma fé exercida com responsabilidade, apelando para que cada representante religioso leve essa mensagem às respectivas comunidades.
O responsável reafirmou, igualmente, a disponibilidade do INAR em cooperar com iniciativas que promovam a liberdade religiosa, a convivência harmoniosa entre confissões, o diálogo inter-religioso e o fortalecimento da unidade nacional.
Por outro lado, o director do INAR enalteceu o Movangola pela organização do encontro e reconheceu o trabalho desenvolvido pelos líderes religiosos junto das comunidades, manifestando o desejo de que a reunião produza “entendimento, responsabilidade e compromisso”.
“Que a fé continue a ser uma força de paz, que a religião continue a servir a dignidade humana e que todos, unidos, possamos contribuir para o desenvolvimento de uma Angola melhor”, frisou.
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