O sector marítimo garante, actualmente, o emprego directo de mais de 49 milhões de africanos, perspetivando-se um aumento para 57 milhões durante a presente década e 78 milhões até 2063, segundo anunciou, esta sexta-feira, a Vice-Presidente da República de Angola, Esperança da Costa.
Segundo Esperança da Costa, que discursava na abertura da Conferência de Alto Nível do Segmento Ministerial sobre a Economia Azul, que decorre numa das unidades hoteleiras de Luanda, pelo tamanho da sua relevância, urge a necessidade de preservar e potenciar este património, não apenas por uma questão de escolha económica, mas por ser um imperativo de soberania e o alicerce do progresso das próximas gerações.
Ao intervir em representação do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, a Vice-Presidente disse que a Estratégia Africana da Economia Azul demonstra que África já definiu visões, aprovou estratégias e reconheceu o valor dos seus espaços aquáticos.
“O momento que agora se impõe é, poi, da execução, da coordenação, do financiamento e da prestação de contas em prol dos povos africanos”, considerou.
A governante considerou a realização do evento em Luanda como um acto histórico, não apenas por reunir decisões, decisores ministeriais e instituições multilaterais, mas por afirmar, a partir da costa atlântica do nosso país, uma convicção continental. Por este factor, Esperança da Costa considerou fundamental que a economia azul passe do plano sectorial para o centro das políticas públicas africanas.
Durante o discurso, referiu que o Presidente João Lourenço considera imperiosa a industrialização de África como motor de desenvolvimento económico do continente.
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