A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou, em Lisboa, que o Executivo angolano continua a demonstrar o seu compromisso com a modernização do sector, destacando os avanços alcançados, sobretudo no que concerne à introdução da Inteligência Artificial no Sistema Nacional de Saúde e a telemedicina.
Ao intervir durante a Conferência Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Inteligência Artificial na Saúde, realizada nesta quarta-feira, na capital portuguesa, a ministra destacou que Angola está a consolidar uma estratégia nacional assente na inovação tecnológica, na saúde digital e na expansão da telemedicina, colocando a tecnologia ao serviço das pessoas e do fortalecimento do sistema nacional de saúde.
Ao mencionar os avanços já alcançados, Sílvia Lutucuta, que falava no painel dedicado às oportunidades e desafios da Inteligência Artificial na saúde, destacou a implementação do DHIS2 como principal plataforma nacional de gestão de dados em saúde, permitindo a integração dos diferentes sistemas de informação, a produção de dashboards analíticos e o reforço da monitorização e da tomada de decisões baseadas em evidências.
No domínio da prestação de cuidados de saúde, Lutucuta evidenciou a expansão da Rede Nacional de Telemedicina, actualmente interligada a uma rede internacional de colaboração que integra instituições de Portugal, Itália, Brasil, Índia, Estados Unidos da América e África do Sul.
No que toca ao processo de capacitação dos profissionais de saúde a nível do país, prevendo-se a especialização de cerca de 38 mil profissionais de saúde nos próximos cinco anos, dentro e fora do país, destacou a utilização de plataformas digitais de aprendizagem e da telesaúde para a formação contínua dos quadros.
A governante também evidenciou a criação do Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública (COESP), uma plataforma tecnológica que, segundo explicações da ministra da Saúde, permite acompanhar, em tempo real, a evolução da situação epidemiológica em todo o território nacional, reforçando os mecanismos de vigilância, prevenção e resposta rápida às emergências de saúde pública.
Sílvia Lutucuta afirmou que Angola continuará a investir na Inteligência Artificial como instrumento estratégico para apoiar a decisão clínica, fortalecer a vigilância epidemiológica, optimizar o planeamento dos serviços de saúde e expandir o acesso universal a cuidados de qualidade, sobretudo nas regiões de mais difícil acesso, através da telemedicina e de outras soluções digitais inovadoras.








