No dia 16 de Julho, o mundo assinala o Dia Mundial das Relações Públicas, uma data que nos convida não apenas à celebração da profissão, mas, sobretudo, à reflexão sobre o verdadeiro papel na construção de organizações mais credíveis, sociedades mais informadas e instituições mais próximas das pessoas.
Em África, mercado em que actuou e acompanho o desenvolvi mento da actividade, os desafios do desenvolvimento caminham lado a lado com enormes oportunidades de crescimento, as Relações Públicas deixaram há muito de ser uma função acessória. Hoje, representam uma disciplina estratégica para a reputação, confiança e sustentabilidade das organizações.
Durante demasiado tempo (tal vez mesmo até aos dias de hoje), as Relações Públicas foram confundidas com organização de eventos, protocolo, assessoria de imprensa ou, pior ainda, com suporte administrativo (promoção institucional). Embora todas estas dimensões possam integrar a actividade, nenhuma delas traduz, por si só, a essência da profissão.
Fazer Re lações Públicas é gerir relaciona mentos, construir confiança, pontes, antecipar riscos reputacionais, criar diálogo entre organizações e os seus diversos públicos e contribuir para decisões mais transparentes e socialmente responsáveis. Angola acompanha parte desta evolução, mas continua a enfrentar um desafio estrutural que condiciona o desenvolvimento da profissão: as Relações Públicas ainda não constituem uma actividade legalmente regulamentada.
De forma superficial, ela é citada na Lei n.º 9/17, de 13 de Março, diploma legal que regula toda actividade publicitária exercida em Angola, com todo o foco na actividade PUBLI CITÁRIA. Até aqui, sem problema; acreditamos que, num futuro próximo e, com o crescimento da actividade, ela possa vir a merecer a devida e merecida atenção.
Por: CAROLINA BARROS








